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SÃO PAULO, 13 Jun (Reuters) – O Porto de Paranaguá, um dos
principais para o setor agropecuário do Brasil, fechou maio com
movimentação de 4,39 milhões de toneladas, a maior marca da
história para o quinto mês do ano, apesar dos problemas para o
local receber cargas por caminhões devido aos protestos no
período, informou a administração portuária.
O total movimentado em maio superou o volume do mesmo
período do ano passado em quase 5 por cento, apesar dos dez dias
de paralisações dos caminhoneiros, graças à boa capacidade de
armazenagem e também ao acesso ferroviário ao porto paranaense.
"O recorde atesta o aumento de produtividade do Porto de
Paranaguá, além da diversidade modal e a capacidade de
armazenamento do complexo portuário", afirmou o porto em nota.
O resultado também foi obtido diante do escoamento de uma
safra recorde de soja do Brasil, maior exportador global da
oleaginosa.
Em maio, de acordo com dados do governo federal, as
exportações da oleaginosa do Brasil atingiram um recorde acima
de 12 milhões de toneladas.
"Os 21 dias em que pudemos operar normalmente foram
suficientes para garantir uma movimentação recorde no mês",
disse o diretor-presidente da Administração dos Portos de
Paranaguá e Antonina (Appa), Lourenço Fregonese, lembrando que
foram investidos mais de 635 milhões de reais no porto nos
últimos anos.
Segundo a nota, o porto de Paranaguá tem a segunda maior
capacidade estática de armazenamento de grãos para exportação do
país, o que ajudou com que os embarques continuassem acontecendo
no período dos protestos.
Ao todo, há uma capacidade de estoque para grãos de 1,5
milhão de toneladas em Paranaguá, o que é suficiente para
carregar mais de 20 navios.
O aumento do abastecimento de cargas por ferrovias também
foi fundamental para que o porto continuasse operando durante a
greve. Atualmente, a participação do modal é de cerca de 30 por
cento na operação de cargas em Paranaguá.
Segundo Fregonese, o resultado, no entanto, poderia ser
ainda maior não fosse os protestos.
A estimativa é de que, no período da greve, deixaram de ser
movimentadas 648 mil toneladas de produtos, incluindo líquidos,
cargas gerais, grãos, fertilizantes e outros.

(Por Roberto Samora; edição de José Roberto Gomes)
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