Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Por José Roberto Gomes
SÃO PAULO, 5 Jun (Reuters) – O Paraná iniciou a colheita da
segunda safra de milho 2017/18 com perspectiva de uma produção
ainda menor frente ao volume de 10 milhões de toneladas da
última estimativa, devido aos efeitos da estiagem entre abril e
maio, disse nesta terça-feira o Departamento de Economia Rural
(Deral).
Até o momento, apenas 1 por cento da área foi colhida no
Estado, em linha com o observado há um ano. Tradicionalmente, os
trabalhos de campo no segundo maior produtor nacional se
intensificam em julho e vão até agosto, comentou o analista de
milho do Deral, Edmar Gervásio.
"É provável que tenhamos uns dias a mais de colheita neste
ano, porque houve atraso no plantio", disse ele, lembrando a
colheita mais longa de soja, que precede a semeadura da safrinha
de milho, e também a estiagem nos últimos meses, que atrapalhou
as atividades.
Conforme Gervásio, os impactos dessa seca sobre a produção
paranaense ainda são sentidos, e o Deral tende a revisar para
baixo suas projeções. "Estamos captando as perdas nas lavouras",
frisou.
Há um ano, quando as condições climáticas ajudaram,
praticamente toda a safrinha de milho do Paraná estava em
condição boa no início da colheita. Em 2017/18, contudo, apenas
35 por cento enquadra-se nessa classificação, enquanto 44 por
cento é considerada de qualidade média e outros 21 por cento,
ruim.
Uma nova redução nas estimativas colocaria a produção
paranaense de milho segunda safra inferior a 10 milhões de
toneladas, número já revisado para baixo no final de maio pelo
Deral.
O volume ficaria ainda bem aquém dos mais de 13 milhões de
toneladas de 2016/17 e abaixo até dos cerca de 10 milhões de
toneladas de 2015/16, quando a safra local quebrou também em
razão do tempo desfavorável.
Normalmente, o Deral atualiza suas previsões ao final do
mês.

TRIGO
O Deral informou ainda que o plantio de trigo no Paraná
atinge 78 por cento da área prevista, acima dos 73 por cento de
um ano atrás, recuperando-se totalmente do atraso inicial.

Tesouro Direto Taxa Zero 300×250

Conforme Carlos Hugo Godinho, analista do Deral, alguns
produtores no sul do Estado podem expandir a área graças a
preços mais remuneradores.
"Nos últimos dois meses tivemos uma alta forte nos preços.
Hoje está em torno de 46 reais a saca. Em maio, a média foi de
42 reais, ante 31,38 reais um ano atrás", disse.
O Paraná é o maior produtor nacional de trigo, com a safra
deste ano estimada em 3,3 milhões de toneladas, um aumento de 48
por cento ante o ciclo anterior.
A partir de agora, o maior risco para as lavouras são as
geadas, mas segundo o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar)
não está prevista a ocorrência desse fenômeno nos próximos dias.

(Edição de Roberto Samora)
(([email protected]; 55 11 5644 7762; Reuters
Messaging: [email protected]))


Assuntos desta notícia