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Por Alex Lawler
LONDRES, 14 Mar (Reuters) – A Opep elevou sua previsão para
o fornecimento de petróleo de países não membros da organização
em 2018, à medida que preços mais altos encorajam exploradoras
norte-americanas de xisto a bombear mais, compensando um acordo
liderado pela Opep para eliminar um excesso de oferta e o
colapso da produção venezuelana.
Em relatório mensal publicado nesta quarta-feira, a
Organização dos Países Exportadores de Petróleo disse que
produtores não membros da Opep irão aumentar o fornecimento em
1,66 milhão de barris por dia (bpd) neste ano. Esse foi o quarto
aumento consecutivo, partindo da previsão de 870 mil bpd em
novembro.
"Para 2018, um crescimento maior é esperado às custas do
aumento previsto na produção norte-americana de xisto, após um
cenário de preços melhor não apenas para produtores de xisto,
mas também para outros países como o Canadá, Reino Unido, Brasil
e China", disse a Opep sobre a previsão para o fornecimento de
não membros da organização.
Isso levaria a "uma distribuição trimestral maior ao longo
do ano com um nível recorde previsto para o quarto trimestre",
disse a Opep.
A Opep, a Rússia e diversos produtores não membros da
organização, mas não os Estados Unidos, começaram a cortar a
oferta em janeiro de 2017 para acabar com um excesso global de
petróleo que tinha se consolidado desde 2014. Eles estenderam o
acordo até o fim de 2018.
O acordo tem ajudado a aumentar os preços do petróleo
, que atingiu o valor de 71 dólares por barril neste ano
pela primeira vez desde 2014 e que estava sendo negociado em
torno de 65 dólares nesta quarta-feira. Mas o tratado também tem
incentivado uma onda de produção de óleo de xisto, alimentando
um debate sobre a eficácia de manter as restrições em vigor.
O ministro do Petróleo do Irã disse que a Opep pode
concordar na sua próxima reunião, em junho, em começar a aliviar
as restrições em 2019, segundo o Wall Street Journal. Ele também
disse que a Opep deve buscar um preço por volta de 60 dólares
para o petróleo para conter o crescimento do xisto.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 22237141))
REUTERS MCP AC


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