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LONDRES/DUBAI, 16 Mai (Reuters) – A Opep vê os preços do
petróleo avançando para 80 dólares o barril no curto prazo
devido ao suporte de questões geopolíticas, e não por qualquer
escassez de oferta, disseram quatro delegados da Organização dos
Países Exportadores de Petróleo (Opep), em um sinal de que o
cartel não está correndo ainda para repensar seu acordo sobre
cortes de fornecimento.
A visão do maior exportador do grupo, a Arábia Saudita, é de
que qualquer salto nos preços impulsionado por especuladores não
é motivo suficiente para os produtores aumentarem a produção,
disse uma fonte da Opep familiarizada com a avaliação do reino.
Para tal decisão ocorrer, a alta precisaria ser impulsionada
por dados apontando que houve um impacto da oferta, disse a
fonte.
Os quatro delegados da Opep disseram que o aumento mais
recente dos preços resultou mais da preocupação com as sanções
dos EUA ao Irã e a tensão no Oriente Médio do que de um súbito
aperto no equilíbrio entre oferta e demanda de petróleo.
"Os preços estão altos apenas por causa das tensões", disse
um dos delegados da Opep, que não quis ser identificado.
Desde o ano passado, o petróleo tem sido apoiado por um
acordo da Opep e países como Rússia para cortar a produção. Os
preços subiram cerca de 40 por cento desde que o pacto começou
em janeiro de 2017.
O preço do petróleo de referência Brent atingiu na
terça-feira 79,47 dólares, o maior nível desde novembro de 2014,
antes de ficar abaixo de 78 dólares na quarta-feira.
Os preços podem subir ainda mais antes de cair de acordo com
alguns integrantes da Opep.
"Pode ultrapassar 80 dólares e depois cair", disse uma das
fontes.
Em todo caso, a extensão do rali ainda não causou
preocupação real.
"Ainda não", disse outro delegado, ao ser questionado se o
petróleo a 79 dólares era alto demais.
O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou a Opep no mês
passado de estar "artificialmente" impulsionando os preços.
(Por Alex Lawler e Rania El Gamal)
((Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751))
REUTERS RS LC


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