Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

VIENA, 29 Nov (Reuters) – A Organização dos Países
Exportadores de Petróleo (Opep) e a Rússia parecem prontas para
prolongar os cortes de produção até o fim de 2018 nesta semana,
enquanto sinalizam que podem revisar o acordo quando se
encontrarem novamente em junho caso o mercado se aqueça demais.
Com os preços do petróleo subindo acima dos 60
dólares por barril, a Rússia questionou a sensatez de estender
os cortes existentes de 1,8 milhão de barris por dia até o fim
do próximo ano, uma vez que tal medida poderia desencadear uma
alta na produção dos Estados Unidos.
A Rússia precisa de preços muito mais baixos para equilibrar
seu orçamento do que a líder da Opep, Arábia Saudita, que está
se preparando para uma listagem da estatal energética Aramco no
mercado de ações no próximo ano e que, portanto, se beneficiaria
do petróleo em preços mais elevados.
Seis ministros da Opep e de países produtores de fora da
Opep, incluindo Arábia Saudita e Rússia, se reunião em Viena
nesta quarta-feira – um dia antes da reunião completa da Opep –
para revisar recomendações de seus delegados.
Na terça-feira, um comitê misto de membros e não membros da
Opep recomendou estender os cortes até o fim de 2018 com uma
opção de revisar o acerto na próxima reunião do grupo em junho,
disseram três fontes da Opep.
"A opção de nove meses da Opep é na verdade uma opção de
seis meses (ou três meses), uma vez que será reavaliada na
próxima reunião", disse Jamie Webster, diretor do Centro de
Impacto de Energia do Boston Consulting Group. Os cortes atuais
expiram em março.
Os preços do petróleo Brent e EUA recuavam nesta
quarta-feira pelo terceiro dia consecutivo, embora o Brent
continuasse acima dos 63 dólares por barril.
O ministro de Energia dos Emirados Árabes, Suhail bin
Mohammed al-Mazroui, disse na terça-feira que cortar a produção
durante todo o ano de 2018 continua sendo o principal, mas não
único, cenário.
"Há uma reunião hoje à tarde. E dependendo de todos esses
parâmetros, nós traremos o que é melhor para o mercado e para a
organização", disse ele nesta quarta-feira.
Os cortes de produção têm vigorado desde o início de 2017 e
ajudaram a reduzir pela metade o excesso nos estoques globais de
petróleo, embora esses continuem 140 mil barris acima da média
de cinco anos, segundo a Opep.
(Por Ernest Scheyder e Ahmad Ghaddar; reportagem adicional
de Rania El Gamal, Shadia Nasralla, Alex Lawler e Vladimir
Soldatkin)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS LM JRG


Assuntos desta notícia