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Por Ernest Scheyder
HOUSTON, 14 Jun (Reuters) – Apenas alguns anos atrás, os
CEOs de petroleiras dos EUA que produzem petróleo "shale" e a
Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) estavam
em conflito aberto.
Agora, eles percebem que estão no mesmo barco e precisam
remar juntos para manter a oferta e a demanda global de petróleo
em equilíbrio, de acordo com entrevistas com analistas,
executivos e investidores.
O recente aumento dos preços do petróleo
–mais de 40 por cento no ano passado– elevou os lucros para os
produtores de todo o mundo, mas também ameaça corroer a demanda
por combustíveis fósseis num momento em que a eletrificação está
se tornando comum.
"Estamos chegando a um ponto em que um aumento contínuo do
preço do petróleo vai causar grandes problemas para a economia
global", disse Amy Meyers Jaffe, diretora do programa sobre
segurança energética e mudanças climáticas no Conselho de
Relações Exteriores.
"Há problemas maiores em mãos além da produção que preocupa
os produtores da Opep e de 'shale'."
Representantes da Opep e dos EUA se reuniram pelo menos duas
vezes este ano, com uma terceira reunião de alto nível marcada
para Viena na próxima semana. Encontrar o equilíbrio ideal entre
oferta e demanda será o tema principal.
Harold Hamm, o bilionário fundador da pioneira
norte-americana de "shale", a Continental Resources ,
deverá se reunir com ministros da Opep, junto com os colegas
executivos John Hess, CEO da Hess Corp , e Scott
Sheffield, presidente executivo da Pioneer Natural Resource
.
Hamm e Hess não responderam aos pedidos de comentários antes
da reunião. Sheffield se recusou a comentar.
O ministro de Energia saudita e chefe do Conselho da
petroleira Aramco, Khalid al-Falih, estará em Viena junto com
outros ministros da Opep para debater sobre a extensão ou não
dos cortes de produção do grupo.
Executivos de petroleiras de "shale" dos EUA não farão parte
dessas discussões, mas também se encontrarão em separado em
Viena ao longo da semana com Falih e outros ministros da Opep.
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7519))
REUTERS LC


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