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Por Alex Lawler e Rania El Gamal e Shadia Nasralla
VIENA, 30 Nov (Reuters) – Produtores de petróleo integrantes
e não integrantes da Opep tendem a concordar nesta quinta-feira
em estender cortes de produção até o final de 2018, de modo a
concluir a eliminação de uma sobreoferta do produto, ao mesmo
tempo em que sinalizam uma eventual saída do pacto antes do
previsto caso o mercado superaqueça.
A Rússia, não membro da Opep e que neste ano reduziu a
produção de forma significativa juntamente com o restante do
cartel, vem pressionando por uma mensagem clara sobre como sair
dos cortes para que o mercado não entre em uma situação de
déficit.
O acordo atual dos produtores, sob o qual estão reduzindo a
oferta em cerca de 1,8 milhão de barris por dia (bpd), em um
esforço para dar suporte aos preços do petróleo, expira em
março.
À medida que a reunião da Opep começou em Viena, com
presença de 14 países, o ministro da Energia da Arábia Saudita,
Khalid al-Falih, disse ser a favor de cortes de produção por
mais nove meses, até o final de 2018.
Ele disse ser prematuro falar sobre sair dos cortes pelo
menos por alguns trimestres e acrescentou que a Opep irá
examinar o progresso do pacto na próxima reunião, em junho.
"Quando chegarmos a uma saída, vamos fazer isso muito
gradualmente… Para garantir que não haja choques no mercado",
disse ele.
Os ministros iraquiano, iraniano e angolano também disseram
que uma revisão do acordo atual é possível na próxima reunião da
Opep, em junho, caso o mercado fique muito apertado.
"Os principais parâmetros que poderiam justificar uma
revisão são mudanças no mercado e mudanças nos preços", disse o
ministro iraquiano do Petróleo, Jabar al-Luaibi.
Bijan Zanganeh, do Irã, disse que o patamar de 60 dólares
por barril é um bom preço. O Brent , referência
internacional, é negociado nesta quinta-feira em torno de 64
dólares.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS JRG LC


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