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SÃO PAULO, 14 Mar (Reuters) – A Organização Mundial do
Comércio (OMC) já conversou com vários países afetados pela
sobretaxa imposta pelos Estados Unidos às importações de aço e
alumínio, afirmou nesta quarta-feira o diretor-geral da
entidade, Roberto Azevêdo.
A OMC vem recebendo consultas sobre a medida adotada pelo
governo do presidente Donald Trump, indicou Azevêdo. Este é um
primeiro passo para eventual representação formal contra os EUA
feita pelos países junto à organização.
Azevêdo não divulgou o nome dos países e ressaltou que as
conversas são confidenciais.
O governo norte-americano impôs na semana passada tarifas de
25 por cento sobre importações de aço e 10 por cento sobre
importações de alumínio, abrindo exceção apenas para os produtos
do Canadá e México. A reação nos mercados financeiros foi
imediata, com os investidores temendo uma guerra comercial
global.
Segundo maior exportador de aço para os EUA, o Brasil deve
ter cuidado na maneira como vai enfrentar a taxação, disse o
presidente Michel Temer, apontando, por outro lado, que o país
entrará com uma representação na OMC caso não haja uma solução
em breve para a questão.

E-COMMERCE
Azevêdo também defendeu nesta quarta-feira um arcabouço
regulatório para o e-commerce, com esforço de governos para que
grandes negócios não dominem sozinhos o mercado digital.
"Conectividade sozinha não vai resolver o problema do
e-commerce, é preciso ter regras e regulamentos", afirmou ele.
Falando durante o Fórum Econômico Mundial para a América
Latina, Azevêdo avaliou que os governos, em geral, não "fazem
ideia" sobre o que acontece no mundo digital e que isso precisa
ser endereçado para que pequenos negócios tenham mais capacidade
de competir por clientes.
"Companhias podem ajudar o governo a entender melhor que
tipo de infraestrutura é necessaria", disse.
Segundo Azevêdo, a OMC tem um grupo de trabalho com dezenas
de países discutindo o que precisa ser feito.

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(Por Iuri Dantas; Edição de Marcela Ayres)
(([email protected]; 5561-3426-7021; Reuters
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