Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Por Aluisio Alves
SÃO PAULO, 7 Mai (Reuters) – A Odebrecht Engenharia e
Construção (OEC), empreiteira do grupo Odebrecht ODBES.UL ,
prevê ampliar sua carteira de projetos em até 13 bilhões de
reais em 2018, o que pode facilitar conversas com credores sobre
uma recente dívida de 500 milhões de reais, disse um executivo
da companhia à Reuters.
"A empresa está se movimentando para voltar a repor sua
carteira de projetos", disse o diretor de infraestrutura da
Odebrecht no Brasil, José Eduardo de Sousa Quintella.
A companhia assinou na semana passada um contrato de 2,1
bilhões de reais para construir um porto privado no norte do
Espírito Santo. Além disso, afirmou ter vencido um leilão para
um projeto de mobilidade urbana de 385 milhões de reais no Pará.
O empreendimento no Pará foi a segunda licitação pública
vencida pela OEC em 2018 no país. Em abril, a empresa tinha
fechado contrato com Furnas para transformar a usina
Termelétrica de Santa Cruz (RJ) em ciclo combinado, usando
turbinas a gás existentes e gás natural.
No Brasil, a OEC estima obter novos contratos no valor de
2,5 bilhões de reais ainda neste ano, incluindo licitações
públicas e contratos com clientes privados.
No exterior, a OEC entrou numa fase adiantada de uma
concorrência na Tanzânia, no leste da África, para construção de
uma hidrelétrica, num projeto avaliado em cerca de 10,5 bilhões
de reais.
"Estamos numa 'short list' com mais um concorrente e o
resultado pode sair logo", disse Quintella, sem estimar quando o
governo da Tanzânia pode fazer anúncio oficial do vencedor do
contrato.
Com a combinação de crise econômica em vários dos mercado em
que a empresa opera e pelos desdobramentos dos escândalos
descobertos pela operação Lava Jato, a OEC viu sua carteira de
projetos despencar mais da metade desde o final de 2014, para os
cerca de 14 bilhões de dólares atualmente.
O número de empregados da empreiteira diminuiu de 75 mil
para os atuais 24 mil desde o fim de 2016.
Desde que assinou acordo com autoridades de Brasil, Estados
Unidos e Suíça no fim de 2016, em meio a denúncias de pagamento
de propinas para vencer contratos, a OEC vem também buscando
acordos individuais com 12 países na América Latina para tentar
voltar a ficar apta para concorrer em licitações públicas nesses
mercados.
"No Brasil não temos nenhuma restrição para assinar novos
contratos públicos", afirmou Quintella.
O esforço da companhia para recompor sua carteira de pedidos
acontece num momento em que negocia com bancos sobre uma dívida
de 500 milhões de reais, vencida no fim de abril, e que agora
está num período de carência de 30 dias.
A empresa tem uma dívida total estimada em cerca de 76
bilhões de reais. urn:newsml:reuters.com:*:nL2N1IH09L

(Edição Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; + 55 11 5644-7712;
Reuters Messaging:
[email protected]))

MetaTrader 300×250

Assuntos desta notícia