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Por Leigh Thomas
PARIS, 13 Mar (Reuters) – A economia global registrará o
crescimento mais forte em sete anos em 2018 graças à recuperação
do comércio e do investimento, disse a OCDE nesta terça-feira,
alertando ao mesmo tempo que uma guerra comercial pode ameaçar
esse cenário melhor.
Ao atualizar seu cenário para as economias do G20, a
Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico elevou a
projeção para o crescimento global tanto para 2018 quanto 2019
para 3,9 por cento –nível mais alto desde 2011– ante
estimativas anteriores de 3,6 por cento para ambos os anos.
A melhora das projeções deve-se em parte às expectativas de
que os cortes tributários nos Estados Unidos vão impulsionar a
maior economia do mundo, disse a OCDE.
"Achamos que a economia mais forte está aqui para ficar nos
próximos dois anos", disse à Reuters o economista-chefe interino
da OCDE, Álvaro Pereira. "Estamos voltando a circunstâncias mais
normais do que vimos nos últimos 10 anos."
A recuperação do investimento empresarial global vai manter
o crescimento do comércio em cerca de 5 por cento este ano,
projetou a OCDE.
Entretanto, a organização afirmou que a economia global está
vulnerável a uma escalada de tensões comerciais após a
administração do presidente dos EUA, Donald Trump, ter adotado
tarifas de importação sobre o aço e o alumínio.
"Isso pode obviamente ameaçar a recuperação. Com certeza
acreditamos que esse é um risco significativo, portanto
esperamos que isso não se materialize porque seria bastante
prejudicial", disse Pereira.
A OCDE projeta que a economia dos EUA crescerá 2,9 por cento
este ano e 2,8 por cento em 2019, com os cortes tributários
acrescentando 0,5 a 0,75 ponto percentual ao cenário em ambos os
anos.
Diante desse cenário, o Federal Reserve provavelmente terá
que elevar a taxa de juros quatro vezes este ano com a
aceleração da inflação, completou Pereira. Antes a OCDE previa
três altas dos juros pelo banco central dos EUA.
Entre outras economias, o crescimento mais forte na França
e na Alemanha melhorou o cenário para a zona do euro, cuja
expectativa de crescimento passou a 2,3 por cento este ano e 2,1
por cento em 2019. Anteriormente a OCDE via expansão de 2,1 por
cento e 1,9 por cento respectivamente.
Para o Brasil, as expectativas também melhoraram, com
projeção agora de uma expansão de 2,2 por cento este ano, contra
1,9 por cento antes. Para 2019 a melhora foi de 0,1 ponto
percentual, a 2,4 por cento.
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7729))
REUTERS CMO


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