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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Aluisio Alves
SÃO PAULO, 13 Abr (Reuters) – A liberação do saldo do Fundo
de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores que
pedirem demissão teria forte impacto no crédito imobiliário,
disse o presidente da Caixa Econômica Federal CEF.UL , Nelson
Antonio de Souza.
"O impacto seria significativo", disse Souza à Reuters,
contando que os cálculos sobre a dimensão dessa medida estão
sendo feitos pelo banco estatal, responsável por cerca de 60 por
cento do financiamento para compra da casa própria no país.
Atualmente, só trabalhadores demitidos por seus empregadores
podem ter acesso imediato aos recursos do fundo. A proposta de
abrir acesso ao dinheiro do fundo aos que também se demitirem
foi aprovado nesta semana pela Comissão de Assuntos Sociais do
Senado e agora segue para votação na Câmara dos Deputados. O
governo federal é contra a proposta.
Historicamente, o FGTS responde por quase metade dos
recursos direcionados para financiar a compra de moradia. É a
linha mais concorrida no mercado, por ser a mais barata. O
restante tem lastro em depósitos da caderneta de poupança.
Em 2017, porém, o FGTS respondeu por 58 bilhões dos 101
bilhões de reais desembolsados por elas, segundo dados da
Abecip, que representa as financiadoras de imóveis. O FGTS
ganhou terreno em parte devido ao menor volume de recursos da
poupança nos últimos anos, num cenário de juros mais altos, que
estimulou migração de investimentos para títulos públicos.
Com a queda da Selic para a mínima recorde de 6,5 por cento
ao ano, especialistas do setor avaliam que a poupança tende e
ganhar predominância no financiamento para habitação.
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged), a aprovação da medida aprovada na
comissão do Senado nesta semana teria um impacto anual de 28
bilhões de reais no FGTS, o que teria impacto direto nos
recursos para habitação e, em menor medida, projetos de
mobilidade urbana e de saneamento também financiados com
recursos do fundo.
"Esse é um assunto que preocupa não só a Caixa, mas todo o
setor da construção civil", disse Souza. "Então, estamos
conversando com o governo e outros interessados para ver como
lidar com o assunto."
A expectativa da Abecip é de que o financiamento imobiliário
no país voltará a crescer em 2018, após forte queda nos últimos
três anos.
Souza, ex-vice-presidente de habitação da Caixa, assumiu o
comando do banco estatal na semana passada, substituindo
Gilberto Occhi, nomeado para ministro da Saúde.
Com os níveis de capital enfraquecidos após anos de fortes
desembolsos de crédito num país em recessão, a Caixa agora luta
para elevar seus níveis de patrimônio líquido, à medida que se
prepara para exigências de capitalização mais rígidos em 2019.
Como consequência, a carteira de crédito da Caixa fechou
2017 com retração de 0,4 por cento. Para 2018, a previsão do
banco é de estabilidade. urn:newsml:reuters.com:*:nL1N1R9135
Segundo Souza, o orçamento previsto para empréstimo
imobiliário da Caixa em 2018 é de cerca de 82 bilhões de reais,
incluindo todas as linhas, nível similar ao do ano passado.
A Caixa Econômica deve divulgar na semana que vem um corte
nas taxas de juros para financiamento habitacional com recursos
da caderneta de poupança (SBPE), disse Souza sem dar detalhes.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; + 55 11 5644-7712;
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