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OSLO, 8 Dez (Reuters) – A Noruega reduziu os pagamentos
anuais que faz para o Brasil proteger a floresta amazônica em 60
por cento, para 42 milhões de dólares, devido a uma elevação do
desmatamento em 2016, mas elogiou os sinais de que a destruição
diminuiu neste ano, disse o Ministério do Meio Ambiente
norueguês nesta sexta-feira.
Os pagamentos anuais são parte de um programa de longo prazo
de bilhões de dólares para conter a redução da floresta tropical
amazônica e com isso frear o aquecimento global.
As florestas são depósitos gigantescos de dióxido de
carbono, o principal gás de efeito estufa produzido pelo homem,
mas estão sendo desmatadas para a venda de madeira e para abrir
caminho para fazendas.
A Noruega pagou 350 milhões de coroas, o equivalente a 42,16
milhões de dólares, pelo desempenho brasileiro em 2016, informou
o ministério. Os pagamentos foram reduzidos em cerca de 60 por
cento, tendo por base a média de 925 milhões de coroas pagas no
período 2009-2016.
"Quando o desmatamento sobe, os pagamentos baixam", disse o
ministro do Meio Ambiente, Vidar Helgesen, em um comunicado.
"Estou, porém, satisfeito de notar que as cifras iniciais do
desmatamento de 2017 mostram uma redução. Se confirmado, isso
levará a pagamentos maiores no ano que vem", disse.
Em junho a Noruega alertou o presidente Michel Temer,
durante uma visita, a respeito do corte nos pagamentos.
O país, que lucra muito com o petróleo e o gás natural
produzidos no Mar do Norte, é o maior doador estrangeiro
envolvido na proteção de florestas tropicais, do Brasil à
Indonésia.
O desmatamento na Amazônia subiu para 7.989 quilômetros
quadrados no período anual encerrado em julho de 2016, ante
6.207 quilômetros quadrados em 2015.
(Reportagem de Alister Doyle)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))
REUTERS AC


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