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Por John Irish e Marine Pennetier
PARIS, 5 Jun (Reuters) – O líder de Israel pediu nesta
terça-feira para a França volte sua atenção para combater a
“agressão regional” do Irã, dizendo que não precisa mais
convencer Paris a deixar o acordo nuclear de 2015 entre
potências mundiais e Teerã, já que a pressão econômica irá
encerrá-lo de qualquer maneira.
Benjamin Netanyahu estava em Paris para conversas com o
presidente Emmanuel Macron como parte de uma viagem para
persuadir signatários europeus – Reino Unido, França e Alemanha
– a seguirem a ação de Washington de buscar uma posição dura
sobre o Irã após os Estados Unidos deixarem o acordo e
recolocarem sanções sobre Teerã.
“Eu não pedi para a França se retirar do JCPOA (acordo do
Irã) porque eu acho que ele será basicamente dissolvido pelo
peso de forças econômicas”, disse Netanyahu em entrevista
coletiva conjunta com Macron.
“Se você tem um acordo ruim, você não precisa cumpri-lo,
especialmente se você vê que o Irã está conquistando um país
depois do outro e você não consegue separar isto da agressão do
Irã na região (Oriente Médio).”
As três potências europeias estão lutando para salvar o
acordo – sob o qual o Irã restringiu seu programa nuclear em
troca de suspensão de sanções internacionais – pois classificam
o pacto como a melhor chance de impedir Teerã de desenvolver uma
bomba atômica.
Israel mantém que o Irã enganou o Ocidente em um acordo
unilateral e que o país planeja usar o intervalo de sanções para
aumentar suas reservas financeiras antes de retornar em ampla
escala enriquecimento de urânio para futuras armas nucleares.
Macron não pareceu receptivo ao argumento de Netanyahu.
“Eu falei ao primeiro-ministro sobre minha profunda
convicção, que é compartilhada com nossos parceiros europeus, de
que o acordo precisa ser preservado para garantir controle de
atividade nuclear”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o
acordo de 2015, feito sob seu antecessor Barack Obama, uma vez
que pacto não cobria o programa de mísseis balísticos do Irã, o
papel do país em guerras no Oriente Médio ou o que acontece após
o acordo começar a expirar, em 2025.
As potências europeias compartilham essas preocupações, mas
dizem que o acordo, também negociado com a China e com a Rússia,
é a melhor maneira de impedir Teerã de desenvolver capacidade de
armas nucleares.
Macron reiterou que deseja iniciar novas negociações sobre
as outras causas de preocupação para Washington.
O Irã diz há tempos que deseja energia nuclear somente para
usos civis e que seus mísseis balísticos são somente para
propósitos defensivos e não são negociáveis, e que possui todo
direito de apoiar seus aliados envolvidos em conflitos
regionais.

PRESSÃO FINANCEIRA
As potências europeias estão tentando criar um pacto para
comércio com o Irã contra renovadas sanções financeiras
norte-americanas para dissuadir Teerã de deixar o acordo.
Mas o alcance global do sistema financeiro dos EUA, forçando
companhias a escolherem entre duas opções inconciliáveis –
vender para o Irã ou para o vasto mercado norte-americano – está
afastando os limites de esforços europeus para criar mecanismos
financeiros que possam proteger o comércio retomado com Teerã.
Isto deixou a Europa sob pressão de Teerã.
“Se o Irã não conseguir garantias financeiras em petróleo e
acesso ao sistema financeiro, então eu não vejo o Irã se
mantendo no acordo porque a pressão de linhas-duras (iranianos)
está somente aumentando”, disse uma autoridade ocidental.
“É bem possível que eles retomem capacidades de
enriquecimento e pesquisa e desenvolvimento de centrífugas
avançadas para mostrar aos europeus e ao mundo que estão
sérios”.
Na segunda-feira, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali
Khamenei, disse que havia ordenado preparações para aumentar
capacidades de enriquecimento de urânio caso o acordo nuclear se
desfizesse após a saída dos EUA.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
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