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SÃO PAULO, 10 Out (Reuters) – O Ministério Público Federal
acredita que os irmãos Batista, donos da JBS , devem
continuar presos para evitar que cometam novos crimes, afirmou
nesta terça-feira a procuradora Thaméa Danelon.
O MPF apresentou denúncia contra Joesley e Wesley Batista
por uso indevido de informação privilegiada e manipulação do
mercado com a compra e venda de ações. Wesley também foi
denunciado pelo uso de informação privilegiada para a compra de
dólares.
"No que depender do MPF, eles vão continuar presos, porque
eles soltos vão continuar cometendo crimes e cooptando agentes
públicos. Então para garantia da ordem publica, para evitar uma
fuga, para aplicação da lei penal, o MPF entende que eles devem
permanecer presos", disse a procuradora Thaméa Danelon Valiengo.
De acordo com o MPF, os irmão Batista podem ser multados em
até três vezes o lucro obtido com operações no mercado
financeiro investigadas na operação Tendão de Aquiles –cerca de
238 milhões de reais, sendo 100 milhões de reais de ganhos com
operações cambiais e 138 milhões de reais que deixaram de perder
com operações de compra e venda de ações da JBS.
Se condenado pela Justiça pelos crimes apontados pelo MPF,
Joesley pode receber pena de 2 a 13 anos de prisão, e Wesley
teria pena de 3 a 18 anos de prisão.
Os irmãos Batista encontram-se presos preventivamente na
carceragem da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.

(Por Laís Martins; Texto de Raquel Stenzel; Edição de Maria Pia
Palermo)
(([email protected]; +55 11 56447719; Reuters
Messaging: [email protected]))

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