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RIO DE JANEIRO, 12 Mar (Reuters) – A maior produtora de
alumina do mundo Hydro Alunorte, da norueguesa Norsk Hydro
, foi notificada por autoridades para vedar um novo
canal não autorizado de despejo de efluentes em Barcarena (PA),
descoberto na semana passada, afirmou nesta segunda-feira o
Ministério Público Estadual do Pará (MPPA).
A notificação, segundo o MPPA, foi entregue na sexta-feira,
juntamente com promotoria de Justiça de Barcarena, Agrária da I
Região e Ministério Público Federal, dando até 48 horas para a
conclusão do fechamento da tubulação, descoberta após nova
vistoria técnica na área de operações da empresa.
A Hydro Alunorte é acusada por moradores e autoridades de
ter despejado efluentes no meio ambiente, depois de fortes
chuvas entre 16 e 17 de fevereiro, contaminando a floresta
amazônica e causando danos à população local.
Em nota publicada no domingo, a Norsk Hydro admitiu o
despejo proposital de "água de chuva" de área da refinaria ao
rio Pará, em 17 de fevereiro e periodicamente entre 20 a 25 de
fevereiro, por meio de um canal chamado "Canal Velho".
A empresa, no entanto, ressaltou que "não há indícios de
impacto ambiental negativo causado pela liberação".
Segundo a empresa, "a água de chuva da área da refinaria
pode conter poeira de bauxita e vestígios de soda cáustica, mas
a água não esteve em contato com as áreas de depósito de
resíduos de bauxita".
"A água teve seu pH tratado na entrada do canal, antes de
ser liberada e depois misturada com a água da estação de
tratamento de efluentes e com as águas superficiais da fábrica
de alumínio Albras", disse a empresa.
Tal "Canal Velho" seria utilizado com a abertura de uma
comporta, segundo o Ministério Público.
A empresa havia admitido anteriormente o vazamento de
pequena quantidade de "água de chuva" de sua fábrica por meio de
rachaduras em tubulação antiga, fora de operação, descobertas
durante vistorias na unidade.
Isso mesmo após um laudo publicado em 22 de fevereiro, pelo
Instituto Evandro Chagas (IEC), ter apontado que houve
contaminação do meio ambiente por efluentes da refinaria, com
análises químicas que mostram a evolução do material por um
caminho até chegar a comunidades, com pH elevado, alta turbidez,
além de conter metais pesados, como o chumbo.
Na sexta-feira, reportagem da Reuters informou que um novo
laudo do IEC, previsto para ser publicado nesta semana, deverá
conter novas evidências do despejo de resíduos na região.
Dentre as informações do próximo relatório, o IEC informou à
Reuters que haveria informações sobre vazamento de um duto que
transporta resíduos do beneficiamento da bauxita de um dos dois
depósitos da empresa, o DRS1, que é o mais antigo, bem nas
laterais da refinaria de alumina.
O MPPA afirmou na nota desta segunda-feira que a empresa
também foi notificada para realizar correção imediata das
manilhas de concreto nos trechos das tubulações que conduzem
rejeitos do DRS1, fazer a reparação de buracos localizados no
entorno da contenção de efluentes, dentre outras medidas
corretivas.

(Por Marta Nogueira; edição de Roberto Samora)
(([email protected]; +55 21 2223 7104; Reuters
Messaging: [email protected]))

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