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RIO DE JANEIRO, 8 Dez (Reuters) – O juiz da Lava Jato em
Curitiba, Sérgio Moro, defendeu nessa sexta feira que as
empresas poderiam pagar prêmios a funcionários para estimularem
a denúncia de casos de desvio de conduta e corrupção. Segundo
ele, já há algumas iniciativas nesse caminho no exterior e a
medida poderia ser adotada aqui no Brasil
"Poderia ser uma compensação financeira mesmo que módica",
disse ele em evento na sede da Petrobras sobre
compliance.
Em tom de recado às empresas e à própria estatal, cujo
presidente Pedro Parente estava na platéia, Moro sugeriu ainda
alguns instrumentos que podem ajudar as companhias a evitar
novos casos de corrupção.
Segundo ele, as empresas deveriam fazer sindicâncias
patrimoniais de funcionários, especialmente diretores; uso
exclusivo de emails corporativos para conversas sobre negócios;
conhecimento mais profundo de fornecedores e dos fornecedores
dos fornecedores e outras práticas.
O presidente da Petrobras, em um aparte no evento, revelou
algumas medidas anticorrupção que estão em fase de
implementação. Entre elas, o acompanhamento patrimonial de
membros da diretoria executiva e do Conselho de Administração,
além de uma acompanhamento em tempo real de emails de
funcionários com o uso de palavras-chave.
"Passos estão sendo dados… vamos avaliar todas as
sugestões", disse Parente. "Sobre a premiação tem a sua polêmica
mas entendi perfeitamente suas alegações, que visam tirar aquele
que conhece o malfeito da zona de conforto… vamos estudar a
medida", acrescentou.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)
(([email protected]; 5511 56447702; Reuters
Messenger: [email protected]))

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