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14 Nov (Reuters) – A agência de classificação de riscos
Moody's alertou que a recuperação dos reservatórios das
hidrelétricas do Brasil deverá ser mais lenta que o estimado
anteriormente, o que vai impactar a geração de caixa
principalmente de empresas que operam usinas hídricas e têm a
produção comercializada no mercado livre de eletricidade.
Em nota nesta terça-feira, a Moody's reduziu suas
perspectivas para as geradoras que atuam no mercado livre de
eletricidade para "estável", versus "positiva" antes, o que
reflete projeções para os fundamentos associados aos negócios
dessas empresas nos próximos 12 a 18 meses.
"O prolongado período de condições hidrológicas fracas
indica que os níveis dos reservatórios das hidrelétricas vão se
recuperar num ritmo mais lento que o antecipado", disse o
analista da Moody's Paco Debonnaire.
Com a menor geração devido à falta de água nas usinas, os
operadores de hidrelétricas deverão ter que comprar energia no
mercado de eletricidade para atender seus contratos. Essa
exposição ao mercado spot deve ser de 19 por cento da capacidade
das usinas em 2017 e 12 por cento em 2018, respectivamente.
"Uma exposição maior que a prevista no mercado spot
continuará pressionando os fluxos de caixa das nossas companhias
de geração hidrelétrica com rating atribuído", disse Debonnaire.
"Em nossa carteira de emissores com rating, a grande maioria das
companhias gera energia por meio de hidrelétricas. No Brasil,
mais de 60 por cento do fornecimento de energia é produzido por
usinas hídricas", adicionou.

ACORDO
A Moody's avalia ainda que as elétricas chegarão a algum
acordo em 2018 para acabar com uma disputa judicial no mercado
de eletricidade que se arrasta desde 2015, devido à menor
geração das hidrelétricas devido ao baixo nível dos
reservatórios.
Com isso, empresas que estavam protegidas de perdas com a
situação deverão ter que retirar suas ações judiciais e quitar
dívidas passadas, "o que deve resultar em saídas de caixa
adicionais ao longo de 2018", aponta a agência de risco.
A Moody's pode ainda alterar a perspectiva para as elétricas
para negativa se houver um agravamento das condições
hidrológicas.

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(Por Luciano Costa; Edição de Roberto Samora)
(([email protected]; 5511 5644 7519;
Reuters Messaging: [email protected]
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