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PEQUIM, 5 Mai (Reuters) – A mídia estatal chinesa adotou um
tom otimista neste sábado sobre as negociações comerciais entre
autoridades chinesas e norte-americanas, depois que o presidente
dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifas de até
150 bilhões de dólares a produtos chineses devido a alegações de
roubo de propriedade intelectual.
O jornal estatal em inglês China Daily viu um
"desenvolvimento positivo" nos dois dias de negociações devido a
um acordo fechado para estabelecer um mecanismo para manter o
diálogo aberto, apesar das "grandes diferenças", como parte de
um esforço para resolver disputas comerciais.
O jornal disse que a maior conquista foi "o acordo
construtivo entre Pequim e Washington para continuar discutindo
questões comerciais contenciosas, em vez de continuar com as
barreiras tarifárias que praticamente levaram os dois países à
beira de uma guerra comercial".
O Diário do Povo disse que as negociações "estabeleceram
bases sólidas para futuras conversações sobre cooperação
comercial e econômica, e para finalmente alcançar benefícios
(para ambos os países) e resultados ganha-ganha".
A agência de notícias estatal chinesa Xinhua descreveu as
negociações como "construtivas, sinceras e eficientes", mas com
divergências que permanecem "relativamente grandes".
Pessoas familiarizadas com as negociações disseram na
sexta-feira que o governo Trump traçou uma estratégia firme,
exigindo um corte de 200 bilhões de dólares no superávit
comercial chinês com os EUA e tarifas significativamente mais
baixas.
A longa lista de demandas foi apresentada a Pequim antes do
início das negociações, na quinta e na sexta-feira, para tentar
evitar uma guerra comercial prejudicial entre as duas maiores
economias do mundo.
Um comunicado da Casa Branca divulgado na sexta-feira disse
que a delegação dos EUA, liderada pelo secretário do Tesouro,
Steven Mnuchin, "manteve discussões francas com autoridades
chinesas sobre o reequilíbrio das relações econômicas bilaterais
entre Estados Unidos e China, melhorando a proteção da
propriedade intelectual pela China e identificando políticas que
aplicam injustamente transferência de tecnologia”.
(Reportagem de Norihiko Shirouzu e Pei Li)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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