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Por Lisandra Paraguassu
BRASÍLIA, 11 Out (Reuters) – A declaração do presidente da
França, Emanuel Macron, de que "não tem pressa" para fechar o
acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul até o
final do ano não surpreendeu o Itamaraty, que já esperava não
fechar o acordo até dezembro, nem foi visto como um risco para o
acordo, disse à Reuters uma fonte brasileira a par das
negociações.
"A posição francesa durante a rodada na semana passada já
era um pouco essa. Agora deu apenas relevo político. Mas o
presidente é um de 28", afirmou a fonte.
Em uma conversa com fazendeiros e produtores rurais – setor
mais resistente ao acordo – Macron afirmou: "Não sou a favor de
correr para concluir antes do fim do ano as negociações de
comércio para as quais o mandato foi dado em 1999".
O prazo de dezembro para fechar as negociações do acordo foi
dado pelos próprios europeus. Depois das dificuldades em avançar
na última rodada de negociações, na semana passada, em Brasília,
os negociadores sul-americanos já viam como muito difícil essa
possibilidade.
Paradas desde maio de 2016, as negociações sobre acesso a
mercados – ponto central do acordo – esperavam por uma proposta
da UE sobre carne e etanol. O oferecido, uma quota de 70 mil
toneladas de carne a 600 mil toneladas de etanol ao ano, foi
considerada decepcionante pelo Mercosul.
Além disso, os europeus até agora não aceitaram a proposta
de parâmetros de negociação feita pelos sul-americanos para
tentar avançar em novembro, na próxima rodada.
De acordo com a fonte, o ministro das Relações Exteriores,
Aloysio Nunes, conversou com a comissária europeia para o
Comércio, Cecilia Malmström, durante a reunião ministerial da
Organização Mundial do Comércio em Marrakech, na semana passada,
e os sinais foram positivos, de que há interesse da UE em
continuar as negociações.
A fonte reconhece que o governo francês pode arregimentar
aliados para atrasar a aprovação de um acordo, porém afirma que
esses não são os sinais da UE. Mas admite que as chances de uma
aprovação até dezembro são realmente cada vez menores.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu; Edição de Tatiana Ramil)
(([email protected]; +55.61.34267000;
Reuters Messaging:
[email protected]))

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