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Por Tsvetelia Tsolova
SÓFIA, 17 Mai (Reuters) – A primeira-ministra do Reino
Unido, Theresa May, disse nesta quinta-feira que o país deixará
a união aduaneira da União Europeia depois de sua desfiliação do
bloco, mas uma fonte afirmou que Londres cogita aplicar as
mesmas tarifas externas da UE durante algum tempo depois de
dezembro de 2020.
Indagada sobre reportagens segundo as quais seu governo
pedirá para continuar na zona aduaneira da UE depois do fim de
um período de transição pós-Brexit em 2020, May negou estar
"recuando" dos planos de saída.
"Não. O Reino Unido deixará a união aduaneira, assim como
estamos deixando a União Europeia. É claro que negociaremos
futuros acordos aduaneiros com a União Europeia, e estabeleci
três objetivos", disse May a repórteres nos bastidores de uma
cúpula da UE na capital búlgara, Sófia.
Os objetivos, explicou, são que seu país tenha sua própria
política comercial com o resto do mundo, tenha um comércio sem
atrito com a UE e que não exista uma "fronteira dura" com a
Irlanda, país-membro do bloco.
Mas uma fonte a par das discussões em Londres disse que
alinhar o Reino Unido às tarifas de importação da UE por um
período longo pode ser parte de um acordo de salvaguarda no caso
de um atraso na implantação de qualquer acordo do Brexit.
A fonte disse, sob condição de anonimato, que o governo
tenta encontrar uma forma de tornar o acordo de salvaguarda com
a UE mais aceitável para o Reino Unido, ao invés de buscar uma
prorrogação do período de transição.
May vem lutando para unir seu governo quanto aos termos da
separação britânica do bloco, e um desentendimento relativo aos
futuros arranjos aduaneiros está dividindo seu gabinete e
travando as negociações do Brexit.
Líderes da UE reunidos em Sófia nesta quinta-feira estavam
em "modo de escuta" e esperando garantias da premiê, disse uma
autoridade, antes de uma cúpula formal em junho na qual os lados
querem obter mais um avanço nas negociações.
Isso é necessário para selar um acordo de separação
definitivo em outubro, dando à UE tempo suficiente para
ratificá-lo até o dia oficial do Brexit em março de 2019.
Caso contrário o Reino Unido corre o risco de simplesmente
se desligar do bloco, uma situação que pode prejudicar a
economia e afetar o dia a dia dos cidadãos comuns.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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