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Por Alastair Macdonald e Jan Strupczewski
BRUXELAS, 24 Nov (Reuters) – A primeira-ministra do Reino
Unido, Theresa May, reiterou nesta sexta-feira seu desejo de
realizar uma movimentação conjunta com a União Europeia para
iniciar as negociações de um acordo comercial depois da
desfiliação britânica do bloco, conhecida como Brexit.
Falando a repórteres ao chegar para uma cúpula com ex-países
soviéticos em Bruxelas, May disse que conversará com o
presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, ainda nesta
sexta-feira, sobre as "negociações positivas que estamos tendo,
de olho na parceria futura profunda e especial que quero com a
União Europeia".
"O que é claro para mim é que precisamos seguir adiante
juntos", acrescentou. "Isso é para que tanto o Reino Unido
quanto a União Europeia passem para a próxima fase".
A UE quer que May melhore suas propostas, inclusive a
financeira, antes de começar conversas comerciais. Já a premiê
disse querer garantias de conversas comerciais antes de fazer
uma nova oferta.
May debaterá os planos para o Brexit com Tusk às 16h30
locais, disse o escritório do presidente da cúpula, confirmando
a ocasião das conversas.
Autoridades do bloco estão esperando sinais de que May está
pronta para fechar um acordo sobre as finanças e outros temas
para concluir a primeira fase das conversas sobre a saída
britânica no mês que vem, e com isso obter o assentimento da UE
para negociar um pacto comercial futuro.
Os negociadores da UE não esperam um grande gesto de May já
nesta sexta-feira. Ela disse que quer uma garantia de tratativas
comerciais iniciais caso aumente a oferta financeira de seu
país. Autoridades da UE dizem que estão trabalhando em um
"relatório conjunto" que confirmará em público os resultados da
primeira fase da barganha.
May se reunirá com o ex-premiê polonês Tusk depois que ele
presidir uma cúpula da UE em Bruxelas na qual seis antigos
vizinhos soviéticos, incluindo a Ucrânia, debaterão sua parceria
com a UE. May afirmou que o Reino Unido continuará comprometido
com a segurança europeia depois que deixar a UE.
Além do quanto o Reino Unido pagará ao bloco ao se desligar
em março de 2019 para cobrir compromissos pendentes, os líderes
da união querem termos melhores de Londres para os direitos de
cidadãos do bloco que vivem em solo britânico depois do Brexit e
mais detalhes sobre como este evitará uma "fronteira dura"
problemática com a Irlanda do Norte.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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