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RIO DE JANEIRO, 22 Nov (Reuters) – O Conselho Estadual de
Política Ambiental (Copam) de Minas Gerais vai avaliar em 24 de
novembro os pedidos da mineradora Samarco de licença prévia e
licença de instalação da cava que deverá receber rejeitos de
mineração em Mariana (MG), assim que a empresa for autorizada a
retomar suas atividades na região.
O Copam é o último estágio para a obtenção das licenças.
Caso sejam concedidas, a empresa poderá iniciar as construções
necessárias ao funcionamento da cava, chamada Alegria Sul,
informou à Reuters a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Minas Gerais.
Para a utilização da cava, no entanto, a Samarco ainda
previsará de uma licença de operação.
A Samarco paralisou suas operações em Mariana há dois anos,
após o rompimento de uma de suas barragens de rejeitos, que
deixou 19 mortos, centenas de desabrigados e poluiu o rio Doce,
em toda a sua extensão, até o litoral do Espírito Santos.
Além do licenciamento da cava de Alegria Sul, a Samarco
também precisa obter uma licença operacional corretiva de todo o
complexo de mineração em Mariana, para voltar as suas
atividades. O pedido de licenciamento já foi protocolado junto à
Semad e está em análise, mas ainda não há data prevista para
conclusão.
O rompimento da barragem da Samarco, em 5 de novembro de
2015, foi considerado o maior desastre socioambiental da
história do Brasil.
Até o momento, empresas e autoridades brasileiras ainda não
chegaram a um acordo sobre os valores totais que deverão ser
pagos entre reparações e indenizações pela tragédia.

Com as operações paralisadas, a Samarco tem sido suportada
financeiramente por suas sócias: a brasileira Vale ,
maior produtora global de minério de ferro, e a
anglo-australiana BHP Billiton , maior
mineradora do mundo.
Na semana passada, a Samarco anunciou mais um programa de
demissão voluntária para o desligamento de 600 funcionários.

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(Por Marta Nogueira; edição de Roberto Samora)
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