Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Ann Saphir
PALO ALTO, EUA, 11 Out (Reuters) – O presidente do Federal
Reserve de Dallas, Robert Kaplan, afirmou na terça-feira que
quer ver mais sinais de alta da inflação antes de elevar os
juros de novo, mas que custos baixos de empréstimo a longo prazo
podem limitar até onde e a velocidade com que as taxas podem ser
elevadas.
O banco central dos Estados Unidos elevou os juros duas
vezes este ano, e a expectativa é de que faça isso novamente em
dezembro. Mas mesmo que a taxa de juros de curto prazo tenha
subido, o rendimento do Treasury referencial de 10 anos tem
caído, uma inversão do que normalmente acontece e algo que
Kaplan disse ver como "um pouco ameaçador".
"Vejo isso como uma observação sobre o futuro crescimento
econômico", disse Kaplan no Instituto Stanford para Pesquisa de
Política Econômica. "E o que não quero ver é que elevemos a taxa
de juros tão rápido que tenhamos uma curva de rendimento
invertida, porque a história nos mostra que uma curva de
rendimento invertida tende a ser precursor de uma recessão."
Kaplan, que vota neste ano nas decisões de política
monetária do Fed, parece estar enfrentando dificuldades para
encontrar um equilíbrio entre os custos de deixar os juros
baixos contra os potenciais perigos de elevá-los rápido demais.
Ele repetiu sua preocupação de que a globalização e a tecnologia
estão mantendo a inflação fraca, apesar de o desemprego ter
caído em setembro para 4,2 por cento.
Embora o cenário de quase pleno emprego esteja colocando
pressão para cima na inflação, ele disse que essas forças
seculares estão agindo como obstáculos.
"Estarei procurando evidências de que estamos fazendo
avanços ou que deveremos ter avanços no médio prazo para
alcançar nossa meta de inflação de 2 por cento", disse ele a
repórteres após o evento.
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7729))
REUTERS CMO


Assuntos desta notícia