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Por Brad Brooks
SÃO PAULO, 17 Set (Reuters) – A família Batista, que
controla a JBS , nomeará Wesley Batista Jr. como o
próximo presidente-executivo da gigante de carnes na
segunda-feira, informou o jornal O Globo neste domingo.
Segundo o colunista Lauro Jardim, a família fará a indicação
através da holding J&F Investimentos, que controla a JBS, a
maior empresa de carnes do mundo.
A J&F, em uma resposta enviada por e-mail, recusou-se a
comentar o assunto.
A mudança deverá ocorrer depois de a polícia federal ter
detido o CEO da JBS, Wesley Batista, na quarta-feira, como parte
de investigação sobre suspeita de que executivos do grupo se
aproveitaram de informação privilegiada em decorrência dos
próprios acordos de delação premiada para obter lucros no
mercado financeiro.
A família Batista negou todas as supostas irregularidades.
Wesley Batista Jr., de 25 anos, chefia a divisão de carne
bovina da JBS nos Estados Unidos e é o filho do CEO preso.
A decisão de nomear Batista Jr. deve aprofundar a distância
entre a família e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES).
A BNDES Participações, braço de investimento do banco de
fomento e titular de uma participação de 21 por cento na JBS,
está fazendo pressão para remover Batista do cargo de CEO com o
apoio de outros acionistas minoritários.
De acordo com o jornal O Globo, o BNDES estava tentando
remover Tarek Farahat como presidente do Conselho da JBS e
substituí-lo por Cledorvino Belini, ex-CEO da Fiat Chrysler
Automobiles para a América Latina.
A nomeação de Batista Jr. pode levantar mais questionamentos
sobre o compromisso da família Batista de implementar práticas
de governança rigorosas em uma empresa cujas operações se
estendem das Américas para a Austrália.
O caso de informação privilegiada envolvendo a JBS e os
Batista segue investigações da Comissão de Valores Mobiliários
(CVM) sobre os negócios feitos por ambos antes de um acordo de
delação firmado entre os irmãos e a Procuradoria Geral da
República ter sido anunciado em meados de maio.
A divulgação do conteúdo do acordo envolveu políticos de
peso e levou à apresentação de denúncias contra o presidente
Michel Temer.
((Tradução Redação Brasília, 5561 3426-7021))
REUTERS MA


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