Clicky

MetaTrader 728×90

Por Luciano Costa
SÃO PAULO, 22 Nov (Reuters) – A hidrelétrica de Itaipu, um
projeto binacional entre Brasil e Paraguai, registrou no início
da madrugada desta quarta-feira a marca histórica de 2,5 bilhões
de megawatts-hora em eletricidade produzida desde o início de
suas atividades, em 1984, um recorde global.
"A gente diz que Itaipu é líder mundial. E em produção
acumulada, ninguém no planeta alcança, nem as usinas que
entraram em operação antes e já estavam acumulando (geração), e
nem as que entraram depois", disse à Reuters o superintendente
de Operações da usina, Celso Villar Torino.
"Só para dar uma referência, seria possível, só com essa
energia de Itaipu, atender o planeta por 41 dias", comentou o
executivo.
Ele ressaltou ainda que a usina binacional é a maior
geradora de eletricidade do mundo, mesmo com a competição da
hidrelétrica chinesa Três Gargantas, que tem uma maior
capacidade.
Com 14 gigawatts em potência instalada, contra 22,5
gigawatts da hidrelétrica chinesa, Itaipu produziu um recorde de
cerca de 103 milhões de megawatts-hora no ano passado, enquanto
a maior marca da rival foi quase 99 milhões de megawatts-hora em
2014, segundo Torino.
Neste ano, mesmo com um regime de chuvas em geral abaixo da
média histórica no Brasil, a usina deve produzir entre 94
milhões e 95 milhões de megawatts-hora, o que representará
provavelmente o quinto melhor resultado do empreendimento em seu
histórico, disse o superintendente de Operações.
A hidrelétrica binacional é administrada no Brasil pela
estatal Eletrobras , enquanto no Paraguai a Ande tem
as mesmas atribuições.
A energia gerada é metade do Brasil, mas o país também
compra parte da parcela que iria para o Paraguai, uma vez que o
país vizinho sequer possui demanda suficiente para consumir toda
a geração.
No ano passado, o Brasil ficou com cerca de 91 milhões dos
103 milhões de megawatts-hora produzidos, disse Torino.
"Isso correspondeu a 17 por cento do mercado brasileiro",
destacou.

PRIVATIZAÇÃO E MODERNIZAÇÃO
O governo brasileiro anunciou em agosto um plano de
privatizar a Eletrobras, em uma operação que envolveria uma
oferta de novas ações e a redução da participação estatal na
companhia a uma fatia abaixo de 40 por cento.
Mas as autoridades têm garantido que Itaipu ficará de fora
do acordo, provavelmente por meio de uma cisão que separaria o
empreendimento do resto dos ativos da elétrica estatal
brasileira.
"O aspecto técnico seguirá de maneira exemplar, tanto no
Brasil quanto no Paraguai… não vejo nada que possa alterar",
disse Torino, que não entrou em detalhes sobre o assunto porque
os estudos sobre a privatização têm sido conduzidos pelo governo
federal.
Segundo o superintendente de Operações, Itaipu deverá passar
por um processo de modernização provavelmente a partir de 2021 e
2022, com a previsão de atualizar principalmente tecnologias
utilizadas no controle da usina, que passarão de analógicas para
digitais.
As obras estão orçadas em cerca de 500 milhões de dólares,
mas a origem dos recursos para a melhoria ainda está em
discussão.

MetaTrader 300×250

(Edição de Roberto Samora)
(([email protected]; 5511 5644 7519;
Reuters Messaging: [email protected]
– Twitter: @AnaliseEnergia))


Assuntos desta notícia