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Por Padraic Halpin
DUBLIN, 1 Dez (Reuters) – Um avanço sobre a definição da
fronteira da Irlanda depois do Brexit, como é conhecida a saída
do Reino Unido da União Europeia, é "viável" antes de uma cúpula
crucial da UE em duas semanas, mas as equipes de negociação
"ainda não chegaram lá", disse o ministro das Relações
Exteriores irlandês nesta sexta-feira.
Evitar a chamada "fronteira dura" na ilha da Irlanda é o
último grande obstáculo antes de as conversas do Brexit poderem
progredir para as negociações do futuro relacionamento comercial
britânico com o bloco e um possível acordo de transição de dois
anos para o Brexit.
Na semana passada o presidente do Conselho Europeu, Donald
Tusk, estabeleceu um "prazo absoluto" até segunda-feira –quando
a premiê britânica, Theresa May, se encontra com o presidente da
Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e seu negociador-chefe
para o Brexit, Michel Barnier– para Londres apresentar
"progresso suficiente" em sua oferta de separação.
"Vamos torcer para que consigamos fazer mais progresso nos
próximos dias. Não acho que tudo precisa ser feito até a próxima
segunda-feira, mas certamente precisamos estar em uma posição,
quando os líderes da UE se reunirem (em 14 de dezembro), espero,
na qual tenhamos um texto que todos aceitem", disse o chanceler
irlandês, Simon Coveney, aos repórteres.
"Acho que é viável, mas acho que existe a necessidade de
algum movimento e mais flexibilidade do que vimos até agora. Não
estamos onde precisamos estar hoje, mas de fato acho que é
possível chegar onde precisamos estar nos próximos dias."
Se Londres atender as três principais condições da UE –um
acerto financeiro para sua desfiliação, os direitos de cidadãos
expatriados e a fronteira–, os líderes podem dar luz verde para
as conversas comerciais na cúpula de 14 e 15 de dezembro.
Antes de poder aprovar a primeira fase, Dublin quer que May
esclareça por escrito como pretende honrar o compromisso de
evitar uma fronteira dura, e diz que a melhor maneira de fazê-lo
é manter os regulamentos dos dois lados de uma divisa que será a
única fronteira terrestre do Reino Unido com o bloco depois do
Brexit.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


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