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Por Babak Dehghanpisheh
BEIRUTE, 5 Jun (Reuters) – O Irã iniciou os preparativos
para intensificar sua capacidade de enriquecimento de urânio,
disse o chefe do programa nuclear do país nesta terça-feira,
aumentando a pressão sobre as potências europeias que tentam
salvar um acordo nuclear com Teerã ameaçado desde a saída dos
Estados Unidos.
França, Reino Unido e Alemanha querem preservar a suspensão
de sanções ao Irã em troca de restrições às atividades atômicas
iranianas, o ponto central do pacto de 2015.
Os Estados Unidos, no entanto, reativaram suas sanções
contra Teerã depois que rompeu com o acordo no mês passado,
argumentando que o Irã representa uma ameaça de segurança.
O Irã estabeleceu condições para permanecer no acordo
nuclear, como medidas para salvaguardar o comércio com o regime
e uma garantia de venda do petróleo iraniano. Mas o país também
disse que pode retomar seu enriquecimento de urânio a 20 por
cento, algo que o pacto proíbe.
Teerã está desenvolvendo a infraestrutura para a construção
de centrífugas avançadas em sua instalação de Natanz, disse Ali
Akbar Salehi, diretor da Organização de Energia Atômica do Irã
em uma coletiva de imprensa transmitida pela televisão estatal.
Na segunda-feira, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali
Khamenei, disse que ordenou preparativos para que sua nação
tenha uma capacidade de enriquecimento maior se o acordo
fracassar. A agência nuclear iraniana disse que informaria sua
contraparte da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta
terça-feira que o processo para aumentar essa capacidade já
começou.
Salehi afirmou que isso não viola o acordo nuclear, mas que
assinala uma aceleração do programa nuclear.
"Se estivéssemos progredindo normalmente, levaria de seis a
sete anos, mas agora isso ficará pronto nas próximas semanas e
meses".
Segundo Salehi, o Irã também desenvolveu a capacidade de
produzir eletricidade em Natanz, localizada cerca de 300
quilômetros ao sul de Teerã.
O pacto de 2015 permite que o Irã mantenha um enriquecimento
de urânio a 3,67 por cento, bem abaixo dos cerca de 90 por cento
necessários para a fabricação de armas. Antes de o acordo ser
firmado, o regime enriquecia urânio com uma pureza de até 20 por
cento.
Os comentários feitos por Salehi nesta terça-feira pareceram
ser um alerta para os signatários remanescentes a respeito das
consequências possíveis de um fracasso do acordo.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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