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Por Steve Holland
WASHINGTON, 8 Mai (Reuters) – O presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, anunciará nesta terça-feira se vai retirar
seu país do acordo nuclear firmado com o Irã ou se o manterá
filiado e trabalhará com aliados europeus que vêm se empenhando
em convencê-lo de que o pacto conseguiu frear as ambições
nucleares de Teerã.
Trump vem insistindo em suas ameaças de romper com o acordo
de 2015 pelo fato de o pacto não tratar do programa de mísseis
balísticos de Teerã nem de seu papel nas guerras da Síria e do
Iêmen, além de não impedir o Irã de desenvolver armas nucleares
de forma definitiva.
"Um homem em um país pode criar alguns problemas para nós
durante alguns meses, mas superaremos estes problemas", disse o
presidente do Irã, Hassan Rouhani, em comentários transmitidos
pela TV.
Líderes europeus alertaram que uma retirada dos EUA desfaria
anos de um trabalho que proporcionou e sustentou um acordo
histórico que vem mantendo as armas nucleares longe das mãos
iranianas.
Uma eventual saída dos EUA também pode atiçar tensões em uma
região assolada por conflitos interligados, entre eles a guerra
da Síria, na qual a presença iraniana criou um atrito entre
Teerã e Israel. Uma desfiliação também impactaria os mercados de
petróleo devido ao papel do Irã como grande exportador.
"Este acordo… é um fator de paz e estabilização em uma
região muito explosiva", disse a ministra da Defesa francesa,
Florence Parly, à rádio RTL.
Em um tuíte publicado na segunda-feira, Trump disse que fará
um anúncio às 15h (horário de Brasília) desta terça-feira.
O Irã insinuou que sua economia não será afetada, aconteça o
que acontecer, mas sua moeda, o rial, estava próxima de recordes
negativos na comparação com o dólar no mercado livre, já que os
iranianos estão tentando comprar moedas fortes por temer uma
reviravolta financeira caso Trump rompa com o pacto nuclear.
"Estamos preparados para todos os cenários. Se a América
sair do acordo, nossa economia não será impactada", disse o
presidente do Banco Central iraniano, Valiollah Seif, na
televisão estatal.
(Reportagem adicional de Arshad Mohammed, Sybille de La
Hamaide e John Irish, em Paris; Parisa Hafezi, em Ancara; e
Bozorgmehr Sharafedin, em Londres)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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