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Em outubro de 2017, os preços das indústrias extrativas e de transformação subiram 1,79% em relação ao mês anterior, a maior variação positiva nessa comparação desde setembro de 2015 (2,99%). Entre as 24 atividades, 19 apresentaram variações positivas de preços, mesma situação do mês anterior. O acumulado no ano ficou em 2,27%, contra 0,47% de setembro. Os dados foram apresentados pelo IBGE.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede a evolução dos preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange informações por grandes categorias econômicas: bens de capital, bens intermediários e bens de consumo (duráveis e semiduráveis e não duráveis).

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Sete setores se destacam no mês de outubro

Indústrias extrativas: alta de 9,41% em relação a setembro. O acumulado do ano ficou positivo (10,17%) pelo segundo mês consecutivo. Na comparação com outubro de 2016, houve variação positiva de 34,66%. A atividade manteve a tendência de alta em seus preços principalmente pela variação observada no preço de commodities, ao longo de 2017.

Alimentos: pela segunda vez no ano, a taxa observada na comparação entre o mês atual (outubro) e o anterior foi positiva, 0,86% (em maio, 0,40%). É a maior taxa positiva desde setembro de 2016 (0,98%). Apesar disto, a variação acumulada no ano continua negativa (-7,45%) desde janeiro. Na comparação com outubro de 2016, a variação também é negativa, -7,04%, a quinta variação consecutiva negativa nesta comparação.

Entre os produtos destacados na comparação com o mês anterior, “açúcar refinado de cana” e “resíduos da extração de soja” aparecem tanto em termos de variação quanto de influência. O primeiro com variação negativa e o outro com variação positiva. Junto aos dois aparecem “carnes de bovinos frescas ou refrigeradas” e “óleo de soja em bruto, mesmo degomado”, ambos com impacto positivo. A influência dos quatro produtos soma 0,56 p.p. (em 0,86%).

Nos acumulados no ano e nos 12 meses, todos os produtos com influência destacada pressionaram negativamente as variações de preços, com exceção de “sucos concentrados de laranja”. Entre os produtos, sobressaírem dois derivados de cana-de-açúcar (“açúcar cristal” e “açúcar demerara, inclusive açúcar VHP”) e dois de soja (“óleo de soja refinado” e “resíduos da extração de soja”).

Apesar do aumento observado em outubro, em relação ao resultado das indústrias extrativas e de transformação, o destaque do setor se deveu às influências negativas nos acumulados no ano (a maior, -1,59 p.p., em 2,27%) e em 12 meses (novamente a maior, -1,53 p.p., em 4,41%).

Papel e celulose: variação mensal positiva (2,58%) pelo terceiro mês consecutivo. O indicador acumulado do ano manteve-se positivo (8,80%), conforme já vinha ocorrendo desde abril de 2017. Comparativamente a outubro de 2016, o acumulado em 12 meses foi a 10,31%. Os preços da “celulose” tiveram destaque na influência sobre os três indicadores da atividade.

Refino de petróleo e produtos de álcool: ao longo de 2017, o setor apresentou cinco variações negativas de preços e, como agora em outubro (3,21%), cinco positivas. Apesar desse aparente equilíbrio, a variação acumulada no ano, de 11,18%, é a maior da série, ou seja, nem mesmo num fechamento de ano houve uma variação positiva desta magnitude.

Na série das comparações com igual mês do ano anterior, é a maior taxa observada, 14,13%. O número-índice, 120,28, é também o maior da série. A título de ilustração, enquanto, desde dezembro de 2013, os preços do setor variaram em 20,28%, no conjunto das indústrias extrativas e de transformação a variação foi de 16,20%.

Os quatro produtos de maior influência no resultado mensal são derivados de petróleo, todos com variação positiva de preços. A influência foi de 3,07 p.p. (em 3,21%).

Outros produtos químicos: os preços do setor variaram, em média, 4,23%, sexta variação positiva de preços da atividade no ano, fazendo com que o patamar de preços acumulados no ano da atividade fique em 5,96% e 6,22% nos 12 meses.

Estes resultados devem ser vistos à luz de uma pressão de alta nos preços dos produtos químicos, em parte em função de interrupções de operações em algumas plantas que foram afetadas pelos problemas climáticos recentes em outros países.

Produtos importantes como “adubos ou fertilizantes à base de NPK” têm o preço ligado àqueles praticados no exterior, haja vista que a oferta interna é limitada. O aumento dos preços das matérias-primas, especialmente produzidas na China, elevou o valor das vendas de produtos como “sulfato de amônio ou ureia” e “amoníaco”.

Entre os destaques, em termos de variação positiva de preços, aparecem os produtos “amoníaco”, “estireno”, “oxigênio” e “sulfato de amônio ou ureia”. Já, em termos de influência, também com todos os quatro produtos em destaque nos resultados sendo positivos, aparecem: “adubos ou fertilizantes à base de NPK”, “etileno não saturado”, “propenos não saturado” e “sulfato de amônio ou ureia”, com influência de 2,44 p.p. nos 4,23%.

Metalurgia: ao comparar os preços de outubro contra setembro, houve uma variação de 2,82%, sétimo resultado positivo no ano e que resultou em uma variação de 9,58% no ano e, nos últimos 12 meses, de 16,10%. Neste último caso, foi a maior variação da indústria de transformação e a segunda do índice geral. Em setembro de 2016 o setor metalúrgico recuava (-2,44%) no acumulado em 12 meses e agora foi alcançado o pico de variação nesta comparação.

Todos produtos que mais influenciaram os resultados no mês contra mês anterior, apresentaram resultados positivos e aparecem três dos produtos de maior peso na atividade: “alumínio não ligado em formas brutas”, “bobinas a frio de aços carbono, não revestidos”, “bobinas a quente de aços ao carbono, não revestidos” e “bobinas ou chapas de aços inoxidáveis, inclusive tiras”.

Entre os 22 produtos selecionados para a pesquisa, esses quatro produtos representaram 1,99 p.p. da variação no mês, ou seja, os demais 18 produtos influenciaram em 0,83 p.p.

Veículos automotores: os preços do setor, em relação a setembro, variaram em 0,36%, variação menor do que a observada no mês anterior (0,67%). Com isso, no acumulado no ano, os preços variaram 4,05%, valor que é maior do que se observava em outubro de 2016 (2,81%), mas menor do que o de 2015 (5,92%). Na comparação com o outubro de 2016, a variação foi de 5,15%.


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