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Por Jake Spring
BRASÍLIA, 19 Jan (Reuters) – A China investiu 20,9 bilhões
de dólares no Brasil em 2017, maior valor desde 2010 uma vez que
a recessão ajudou a reduzir os preços de ativos e atraiu
investidores, de acordo com o Ministério do Planejamento
brasileiro.
Os setores de energia, logística e agricultura atraíram o
maior volume de capital chinês, incluindo investimentos nos
campos de petróleo do pré-sal e o acordo de 2,25 bilhões de
dólares da chinesa State Power Investment Corp para operar a
usina hidrelétrica de São Simão.
O dado de investimentos de 2017 considera investimentos
confirmados e anunciados, mas não considera acordos como a
compra pela companhia chinesa de transporte urbano por
aplicativo DiDi Chuxing do controle da brasileira 99, já que
empresas privadas não divulgam o tamanho do acordo.
O governo brasileiro projeta que o investimento chinês
continue aumentando este ano uma vez que os preços de ativos
continuam baixos após a recessão que terminou ano passado.
"O Brasil tem muito menos investimento do que
precisamos…precisamos de investidores estrangeiros", disse o
Secretário de Assuntos Internacionais, Jorge Arbache, em
entrevista.
Segundo ele, as eleições presidenciais deste ano não devem
desacelerar o investimento chinês.
"Quando conversamos com os chineses sobre esse ser um ano
eleitoral, um ano com um forte componente político, os chineses
mostram que têm uma visão de longo prazo para o Brasil", disse
Arbache. "É improvável que eles reduzam sua presença."
Um fundo bilateral lançado em 2017 para direcionar 20
bilhões de dólares em financiamentos de bancos estatais chineses
e brasileiros vai avaliar a primeira série de projetos no fim de
janeiro.
O fundo foca em ferrovias e infraestrutura para ajudar a
levar grãos a portos já que a China é o principal comprador de
soja brasileira. Segundo Arbache, o fundo já recebeu 29
propostas.
"Se no final de 2018 cinco projetos forem aprovados, acho
que será muito bom para o primeiro ano", disse Arbache. "Com o
processo de aprendizagem, é possível que no próximo ano haja
ainda mais aprovações."
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7729))
REUTERS CMO PAL


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