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Tesouro Direto Taxa Zero 970×250

Por Devika Krishna Kumar e Libby George e Florence Tan
NOVA YORK/LONDRES/CINGAPURA, 15 Mai (Reuters) – Os preços
futuros do petróleo subiram para máximas em três anos, o acordo
da Opep cortou milhões de barris de estoques em todo o mundo e
os investidores estão apostando que as cotações poderão chegar a
80 dólares ou mesmo 90 dólares por barril neste ano.
Mas os mercados físicos contam uma história diferente. Os
preços do petróleo à vista estão com os maiores descontos ante
os futuros em anos devido à fraca demanda das refinarias na
China e ao acúmulo de cargas na Europa.
Os vendedores estão lutando para encontrar compradores de
cargas na África Ocidental, Rússia e Cazaquistão, enquanto os
gargalos nos oleodutos impedem a oferta do oeste do Texas e do
Canadá.
A divergência é notável porque, tradicionalmente, os
mercados físicos são vistos como um melhor indicador dos
fundamentos de curto prazo.
Negociantes de petróleo que pedem cargas para refinarias em
todo o mundo dizem que os especuladores estão em um terreno
instável ao impulsionar os mercados futuros acima de 70 dólares
por barril, os níveis mais altos em três anos e meio, devido a
preocupações quanto a uma oferta menor da Venezuela e ao impacto
potencial das sanções dos EUA sobre o fornecimento do Irã.
Os investidores acumularam milhões de dólares em apostas
recordes no mercado de opções, apostando em uma nova recuperação
de preços por causa das crescentes tensões geopolíticas,
particularmente no Irã, Arábia Saudita e Venezuela, e o declínio
global na oferta.
"Nas próximas semanas, devemos começar a ver os mercados
globalmente 'limpos', mas se isso não acontecer, acho que
podemos estar em apuros", disse um operador de petróleo
norte-americano.
(Reportagem adicional de Ayenat Mersie)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS JRG RS


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