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A menor cotação da moeda americana dos últimos 10 meses mexeu com os brasileiros. Além dos turistas que precisam de dólares para viajar nas férias de julho, existem os importadores e investidores que, em um período de instabilidade política e econômica, procuram se “dolarizar”, seja comprando moeda ou colocando recursos em contas no exterior. Além disso, o sonho do brasileiro que quer ter uma casa para morar ou passar férias nos EUA continua aquecido desde 2008. Muitos desses compradores financiaram seus empreendimentos quando a cotação era abaixo de R$ 3,00.

Com o dólar oscilando entre R$ 3,50 e R$ 4,00, o investidor fica esperando o melhor momento para mandar os recursos para sua conta dos EUA e, a partir dela, ir quitando suas dívidas imobiliárias. “Muitos compradores não enviam valores todos os meses. Mandam suas remessas a cada 3 meses tentando aproveitar os períodos de baixa da cotação”, explica Fernando Bergallo, Diretor de Câmbio da FB Capital, instituição líder no país com a intermediação de mais de 1.500 imóveis.

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Somente nos 10 primeiros dias de junho, o volume transacionado na FB Capital aumentou 112% em relação ao mesmo período do mês anterior. ”Este tem sido um ano totalmente atípico. A cada 30 dias, temos uma surpresa na cotação e os clientes correm para aproveitar. Estamos trabalhando até às 20h para darmos conta”, revela Bergallo. Para a assessoria de investimentos FN Capital, uma das principais na região serrana do Rio de Janeiro, o aumento foi ainda mais expressivo. O volume negociado cresceu 397% em comparação a maio. “Estamos trabalhando no limite de nossa capacidade operacional para conseguirmos atender todos os clientes. Faz muito tempo que não víamos algo assim. Nosso faturamento é proporcional a esse crescimento, tendo em vista que cobramos um percentual em cima das operações. O mercado financeiro em 2016 não tem do que reclamar”, afirma Caio Esteves, analista-sênior de câmbio da FN Capital.


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