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BRASÍLIA, 10 Jan (Reuters) – O presidente Michel Temer
afirmou nesta quarta-feira, durante reunião no Palácio do
Planalto com integrantes do primeiro escalão do governo, que a
inflação do país ter encerrado o ano passado abaixo do piso da
meta estabelecida pelo governo é um fato "extraordinário" e que
merece uma "comemoração".
Dados divulgados mais cedo pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) indicaram que o Índice Nacional
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou em 2017 alta de
2,95 por cento, nível mais baixo desde 1998 –quando ficou em
1,65 por cento– e depois de ter encerrado 2016 com avanço de
6,29 por cento. O piso da meta de inflação no ano passado era de
3 por cento.
"A inflação baixa, só para repisar o que muitas e muitas
vezes eu tenho dito, vai significar mais empregos, mais comida
na mesa, mais rendimento na poupança, ou seja, quando a pessoa
vai ao supermercado, ele vê um preço estável", disse Temer, ao
destacar que, se os preços forem alterados a todo momento convém
às pessoas denunciarem aos governos nos níveis federal, estadual
e municipal.
A fala de Temer, feita numa reunião fechada para
jornalistas, foi divulgada pela assessoria de imprensa do
Palácio do Planalto. Houve um momento em que apenas
profissionais de imagem, como cinegrafistas, puderam captar
imagens e áudio do encontro.
O presidente disse ter feito questão de convidar os
ministros e autoridades "mais envolvidos" nessa questão.
Participaram do encontro Gustavo Rocha, representando o
ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha; Henrique Meirelles,
ministro da Fazenda; Esteves Colnago, ministro interino do
Planejamento, Moreira Franco, ministro da Secretaria-Geral da
Presidência; Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo; e
Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central.
No áudio divulgado, Temer disse que uma inflação abaixo do
piso é "coisa que há muitíssimos anos não se vê". Na verdade, é
a primeira vez que isso ocorre. Para o presidente, o encontro
serviu para comemorar o presente e aquilo que vai ser feito no
futuro.
"Ou seja, ancorados no que nós fizemos no passado, nós temos
que continuar a fazer para manter a inflação baixa, para reduzir
os juros tal como vem sendo reduzidos, em consequência para
gerar empregos e fazer com o brasileiro, repito, possa comer
melhor, possa viver melhor, possa morar melhor", afirmou.
Em carta a Meirelles para justificar o descumprimento da
meta, Ilan afirmou que a inflação caminha para a meta neste ano
e acrescentou que a que a condução da política monetária
continuará dependendo de diversos fatores, entre eles projeções
e expectativas de preços.
Para Temer, entretanto, a luta contra o desemprego encontra
seu fundamento no aumento do consumo e da produção, que podem
ser beneficiados pela redução da inflação e dos juros.
"Por isso, eu queria cumprimentar a todos e que a nossa
palavra e esta reunião sirva de incentivo para que todo o
governo continue nesse trabalho de recuperação econômica do
nosso país, naturalmente para o bem do povo brasileiro",
finalizou.

(Reportagem de Ricardo Brito; Edição de Eduardo Simões)
(([email protected]; 55 11 5644 7759; Reuters
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