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O IMA-B, índice da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) formado por títulos do Tesouro Nacional indexados ao IPCA, será a referência do primeiro ETF (Exchange Traded Fund, na sigla em inglês) de renda fixa. O Tesouro lançou na segunda-feira, 14, um edital para selecionar o gestor do produto. A emissão inicial será de, no mínimo, R$ 300 milhões e tem 18 meses para ser feita a partir da contratação do gestor.

No Brasil, é a primeira vez que um ETF de renda fixa chegará ao mercado – por aqui existem apenas ETFs de renda variável. A ANBIMA tem um grupo dedicado a discutir aprimoramentos nesse produto desde 2011. “O edital é um marco para o desenvolvimento do ETF em nosso país, já que é um produto que tem bastante espaço no mercado internacional”, conta Tatiana Grecco, coordenadora do subcomitê de ETF da Associação. “Esperamos que o lançamento do produto apoiado pelo Tesouro e pelo Banco Mundial fomente esse mercado e propicie o lançamento de novos ETFs”, comenta.

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Criado em 2005, o IMA-B é formado por títulos públicos atrelados ao IPCA. “O IMA-B busca dar uma melhor percepção da relação de risco versus retorno dos papéis. A escolha do índice é mais um passo para consolidar esse indicador como referência de investimentos para o público em geral”, comentou Sandro Baroni, gerente de Preços e Índices da Associação.

Os ETFs são fundos de investimento negociados na bolsa de valores, o que gera alta liquidez a esses ativos, e que buscam replicar a rentabilidade do índice a que estão atrelados. As informações sobre o produto, como a composição da carteira, as taxas cobradas e as informações do índice de referência, são publicadas diariamente no site do administrador do fundo para acompanhamento do investidor.

O lançamento do ETF faz parte de um projeto desenvolvido pela Secretaria do Tesouro e pelo Bird (Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento), membro do Banco Mundial, que busca apoiar o desenvolvimento do mercado de capitais em economias emergentes, como o Brasil. A seleção do gestor pelo Tesouro termina no dia 6 de agosto e os requisitos são 70% de critérios técnicos – a experiência e a qualificação da instituição – e 30% de fatores comerciais, ou seja, o custo da taxa de administração, de acordo com o edital.


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