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Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais desta quarta-feira (17). O destaque
ficou para o Monitor do PIB da FGV/IBRE para o Brasil.

ÁSIA

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Na Austrália, o índice do sentimento do consumidor aumentou em janeiro pelo segundo mês para o mais alto em quatro anos, com os sinais recentes de que as famílias estavam prontas para gastar mais depois de um longo período de reticência. A pesquisa do Melbourne Institute e do Westpac Bank com 1.200 pessoas, divulgada na quarta-feira, mostrou que o índice está em 1,8% em janeiro, ante os 3,6% de dezembro. O índice subiu 7,9% em janeiro do ano passado em 105,1, o que significa que os otimistas agora superam em número os pessimistas.

Na Austrália, o valor total dos compromissos de habitação, com exclusão das alterações e adições (tendência), ficou estável em novembro de 2017 em relação a outubro de 2017, enquanto as séries dessazonalizadas aumentaram 2,3% em novembro de 2017. O valor total dos compromissos habitacionais ocupados pelo proprietário (tendência) subiu (US $ 14 m, 0,1%) em novembro de 2017. Os aumentos foram registrados em compromissos para a compra de novas habitações (US $ 3 milhões, 0,2%) e compromissos para a compra de habitações estabelecidas (US $ 29 milhões, 0,2%), enquanto uma queda foi registrada em compromissos para a construção de moradias (queda de US $ 18 milhões, 0,9%). Os números são do Departamento de Estatísticas da Austrália.

No Japão, as principais encomendas de máquinas subiram inesperadamente pelo segundo mês consecutivo em novembro, registrando o ganho mais rápido em quatro meses, ressaltando uma queda constante nas despesas de capital. Os dados do escritório da Apple foram apresentados nesta quarta-feira e mostraram que as ordens principais, uma série de dados altamente volátil considerada como um indicador de os gastos de capital entre os próximos seis a nove meses, cresceram 5,7% em novembro em relação ao mês anterior. As ordens principais, que excluem os navios e as encomendas de utilitários de energia elétrica, tiveram uma queda de 1,4% observada em uma pesquisa da Reuters com analistas, depois de um crescimento de 5,0% em outubro.

EUROPA

Na Zona do Euro, em novembro de 2017 em relação a outubro de 2017, a produção ajustada sazonalmente no setor de construção aumentou 0,5% e 0,6% na União Europeia, de acordo com as primeiras estimativas do Eurostat, o escritório de estatística da União Europeia. Em outubro de 2017, a produção em construção caiu 0,3% na EA19 e 0,5% na UE28. Em novembro de 2017 em relação a novembro de 2016, a produção em construção aumentou 2,7% em ambas as zonas.

Comparação mensal por sector de construção e por Estado-Membro

O aumento de 0,5% na produção em construção na EA19 em novembro de 2017, em comparação com outubro de 2017, deveu-se a engenharia civil aumentando 1,1% e construção de construção em 0,3%.

Na UE28, o aumento de 0,6% deve-se à construção de edifícios crescendo 0,8%, enquanto a engenharia civil diminuiu 0,3%.

Entre os Estados-Membros para os quais os dados estão disponíveis, os maiores aumentos na produção em construção foram registrados na Polônia (+ 3,2%), na Eslovênia (+ 2,2%) e na Holanda (+ 1,8%). Diminuições foram observadas na Hungria (-1,5%) e na França (-0,6%).

Comparação anual por setor da construção e por Estado-Membro

O aumento de 2,7% na produção em construção na Zona do Euro em novembro de 2017, em relação a novembro de 2016, deveu-se a engenharia civil aumentando 3,0% e construção de construção em 2,7%.

Na UE28, o aumento de 2,7% deve-se ao aumento da construção de edifícios em 3,3% e à engenharia civil em 1,1%.

Entre os Estados-Membros para os quais os dados estão disponíveis, os maiores aumentos na produção em construção foram registrados na Hungria (+ 30,7%), na Eslovênia (+ 21,2%) e na Polônia (+ 16,0%). Diminuições foram observadas na Romênia (-4,1%) e França (-0,2%).

Na Zona do Euro, a inflação anual foi de 1,4% em dezembro de 2017, ante 1,5% em novembro. Em dezembro de 2016, a taxa foi de 1,1%. A inflação anual da União Europeia foi de 1,7% em dezembro de 2017, ante 1,8% em novembro. No ano anterior, a taxa era de 1,2%. Estes números provêm do Eurostat, o escritório de estatística da União Europeia.

As taxas anuais mais baixas foram registradas em Chipre (-0,4%), Irlanda e Finlândia (ambos 0,5%) e Dinamarca (0,8%). As taxas anuais mais elevadas foram registradas na Lituânia e na Estônia (3,8%) e no Reino Unido (3,0%). Em comparação com novembro de 2017, a inflação anual caiu em vinte e três Estados-Membros, permaneceu estável em quatro e aumentou em uma.

Os maiores impactos ascendentes para a inflação anual da área do euro provêm de combustíveis para transporte (+0,11 pontos percentuais), tabaco (+0,06 pp) e leite, queijo e ovos (+0,05 pp), enquanto telecomunicações (-0,10 pp), roupas e legumes (-0,05 pp cada) tiveram os maiores impactos descendentes.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos serão apresentados vários indicadores ao longo do dia.

BRASIL

No Brasil, o Monitor do PIB-FGV, de acordo com a série ajustada sazonalmente, sinaliza crescimento de 0,3% do PIB em novembro, comparado ao mês de outubro, e de 0,6% no trimestre móvel findo em novembro, em comparação ao trimestre móvel findo em agosto.

“No mês de novembro, a economia continuou a crescer alcançando 0,8% na taxa acumulada em 12 meses, fazendo crer que as previsões de crescimento de 1% para o ano poderão ser ultrapassadas. Mais uma vez, o consumo das famílias e a formação bruta de capital fixo se destacam tanto na comparação mensal interanual (+4,2% e +4,9%, respectivamente), quanto na comparação mensal de novembro, com relação a outubro, na série ajustada sazonalmente (ambas com 0,5%) ”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

Conforme pode ser observado, a contribuição da agropecuária foi fundamental para o desempenho positivo da taxa acumulada em 12 meses até o mês de novembro, tendo em vista que esta taxa para a indústria foi -0,1% e os serviços cresceram apenas +0,1%.

Pela ótica da demanda, a taxa acumulada em 12 meses até novembro do consumo das famílias foi positiva em 0,7%; à exceção do consumo de serviços, todas as categorias do consumo apresentaram taxas positivas nesta comparação. A formação bruta de capital fixo, por sua vez, ainda apresenta taxa negativa, nesta mesma comparação (-2,1%) a despeito do forte crescimento do componente de máquinas e equipamentos (+6,6%).

No Brasil, no ano de 2017, o superávit da balança comercial atingiu seu valor recorde, US$ 67 bilhões. Para 2018, o superávit será menor, com aumento das importações e com menor crescimento das exportações.

Diferente dos anos de 2015 e 2016, onde o superávit foi liderado por uma queda nas importações acima do recuo das exportações, o de 2017 foi puxado por um aumento das exportações (17,6%) acima das importações (9,6%).

As 23 principais commodities exportadas pelo Brasil contribuíram em 77% para o aumento das exportações entre 2016 e 2017 e representaram 52% do total exportado em 2017. As exportações de não commodities experimentam crescimento inferior ao das commodities, 8,8%, em valor.

O bom desempenho das commodities é explicado tanto pelo aumento nos preços 13,8% como do volume (10,5%), entre 2016 e 2017.

Os termos de troca aumentam 4,4% em 2017, um percentual inferior ao de 2016, 4,8%.

Em volume, as exportações aumentaram 9,4% liderada pelo setor agropecuário (24,3%) e os preços cresceram 9,5% com destaque para a indústria extrativa, aumento de 34%.

As importações de bens de capital da indústria de transformação continuam a trajetória de queda iniciada em 2014. O setor agropecuário que seguia a mesma tendência, aumenta suas importações de bens de capital em 2017, 39,7%.

As importações de bens intermediários pela indústria de transformação, que estavam em queda desde 2013, voltaram a crescer (7,4%) confirmando a recuperação da indústria.

Foi introduzido o índice de petróleo e derivados, que passará a constar no ICOMEX. Em 2017, preços aumentaram 32% e o volume, 19,6%. Desde 2010, não tinha sido registrada variação positiva conjunta dos dois índices.

Segundo Lia Valls, “não se espera que os preços e o volume das commodities registrem aumentos como o de 2017, que foi uma recuperação em relação aos níveis baixos de 2015/2016, em especial para o minério de ferro e o petróleo. O aumento do volume depende do crescimento do comércio mundial que deverá ser menor em 2018 do que o previsto para 2017 (ao redor de 3,5%), que partiu de uma base baixa (o crescimento entre 2015/16 foi de 1,3%). Logo para assegurar expansão no valor exportado, as manufaturas deveriam crescer acima do percentual de 9% ocorrido entre 2016/17. Pouco provável, pois o aumento nas exportações de manufaturas liderada pelo setor automotivo foi beneficiada pela recuperação da economia argentina e pela ampliação de cotas em acordos assinados em 2016/17. Não é esperado que o crescimento de 2018 supere o de 2017 na Argentina.”

No Brasil, o IPC-S de 15 de janeiro de 2018 registrou variação de 0,47%, 0,16 ponto percentual (p.p.) acima da taxa divulgada na última apuração. Seis das sete capitais pesquisadas registraram acréscimo em suas taxas de variação.Os dados são da FGV/IBRE e foram apresentados hoje.

Para a cidade de Salvador, o índice saiu de -0,17% para -0,13%; a cidade de Brasília saiu de 0,18% para 0,14%; a cidade de Belo Horizonte saiu de 0,07% para 0,28%; a cidade de Recife saiu de 0,30% para 0,37%; a cidade do Rio de Janeiro saiu de 0,61% para 0,65%; a cidade de Porto Alegre saiu de 0,33% para 0,74%; e para a cidade de São Paulo, o índice saiu de 0,39% para 0,58%.


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