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Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais desta quinta-feira (12). O destaque fica para as vendas no varejo do Brasil apresentada pelo IBGE.

ÁSIA

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Na Austrália, a taxa de inflação esperada (medida média aparada de 30%), divulgada na Pesquisa do Instituto de Expectativas de Inflação do Consumidor, de Melbourne, caiu 0,1 ponto percentual em abril, para 3,6%. Em abril, a proporção ponderada de entrevistados (excluindo a categoria “não sei”) esperando que a taxa de inflação ficasse na faixa de 0-5% caiu 1,2% para 67,9%. A média ponderada das respostas dentro dessa faixa caiu 0,1 pontos percentuais, para 2,3%. O Inquérito às Expectativas de Inflação do Consumidor, de maio de 2018, será divulgado no dia 10 de maio.

Na Austrália, o valor do crédito imobiliário australiano recuperou em fevereiro, atingindo o nível mais alto desde agosto de 2017.

De acordo com o Departamento de Estatísticas Australiano (ABS), o valor do financiamento habitacional subiu 1%, para US $ 33,5 bilhões em termos dessazonalizados, impulsionado por empréstimos mais fortes tanto para os proprietários quanto para os investidores. O total mensal foi o terceiro mais alto já registrado, apenas superado em janeiro e agosto do ano passado. A partir do ano anterior, o valor do crédito imobiliário total aumentou em 2%.

O ABS disse que os empréstimos a proprietários ocupantes aumentaram 1,3%, para US $ 21,5 bilhões no mês, o maior aumento percentual em quatro meses. Em termos de dólares, o valor do crédito proprietário-ocupante atingiu um recorde em fevereiro.

A partir do ano anterior, o valor dos empréstimos para essa coorte aumentou 7,2%, o maior aumento desde agosto de 2017.

O Japão e a China apresentam indicadores essa noite.

EUROPA

Na Europa, em fevereiro em comparação com janeiro, a produção industrial ajustada sazonalmente caiu 0,8% na Zona do Euro (EA19) e 0,7% na União Europeia (UE28), de acordo com estimativas do Eurostat, o escritório estatístico da União Europeia. Em janeiro de 2018, a produção industrial caiu 0,6% na área do euro e 0,3% na UE28.

Em fevereiro de 2018, em comparação com fevereiro de 2017, a produção industrial aumentou 2,9% na área do euro e 3,1% na UE28.

Comparação mensal pelo principal agrupamento industrial e por Estado-Membro

A queda de 0,8% na produção industrial na EA19 em fevereiro de 2018, em relação a janeiro de 2018, é devido à produção de bens de capital recuando 3,6%, bens de consumo duráveis, 2,1%, bens intermediários, 0,8% e bens de consumo não-duráveis ​​em 0,5%, enquanto a produção de energia subiu 6,8%.

Na UE28, a queda de 0,7% deve-se à queda de 2,7% na produção de bens de capital, bens de consumo duráveis 1,6%, bens intermediários, 1,0%, e bens de consumo não-duráveis, 0,4%, enquanto a produção de energia subiu em 5,1%.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis, registaram-se as maiores diminuições da produção industrial na Lituânia (-3,9%), Estônia (-2,7%), Malta e Portugal (ambos -2,3%) e os maiores aumentos na Letônia e os Países Baixos (ambos + 3,9%) e a Croácia (+ 2,1%).

Comparação anual por Estado Membro

O aumento de 2,9% na produção industrial na Zona do Euro em fevereiro de 2018 se deu com a produção de energia subindo 5,7%, bens intermediários 2,9%, bens de consumo não-duráveis ​​2,4%, bens de capital em 2,2% e bens de consumo duráveis ​​em 0,8%.

Na União Europeia, o aumento de 3,1% deve-se à produção de energia em 4,6%, bens de capital em 3,2%, bens intermediários em 3,1%, bens de consumo não-duráveis ​​em 2,2% e bens de consumo duráveis ​​em 1,4%.

Na França, em março de 2018, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) aumentou 1,0% em um mês, depois da estabilidade em fevereiro. Esse aumento veio de uma recuperação nos preços de “produtos manufaturados” depois do fim das vendas de inverno (+ 2,1% depois de -0,3%) e nos preços dos alimentos (+ 0,4% após -0,1%). Além disso, os preços do tabaco aumentaram acentuadamente (+ 13,2%) e os dos serviços aceleraram ao longo de um mês (+ 0,4% após + 0,1% em fevereiro). Por outro lado, os preços da energia caíram acentuadamente (-0,7%) na esteira dos preços dos derivados de petróleo. Com ajuste sazonal, os preços ao consumidor recuaram + 0,5%, após recuo de 0,3% em fevereiro. Os dados são do Instituto Nacional de Estudos Econômicos e de Estatísticas – Insee.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, na semana encerrada em 07 de abril, os pedidos iniciais de seguro desempego ajustado foi de 233 mil, uma queda de 9 mil em relação ao nível não revisado da semana anterior de 242 mil. A média móvel de quatro semanas foi de 230 mil, um aumento de 1.750 da média não revisada da semana anterior de 228.250.

Reclamações em procedimentos em Porto Rico e nas Ilhas Virgens ainda não voltaram ao normal.

A taxa de desemprego antecipado com ajuste foi de 1,3% para a semana encerrada em 31 de março, inalterada em relação à taxa não revisada da semana anterior. O número antecipado para o seguro desemprego com ajuste durante a semana que terminou em 31 de março foi de 1.871 milhão, um aumento de 53 mil em relação ao nível revisado da semana anterior. Os dados são do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.

Nos Estados Unidos, os preços de importação não registraram nenhuma alteração em março, informou hoje o Departamento do Comércio, depois de um aumento de 0,3% em fevereiro. Preços mais altos de produtos compensaram a queda nos preços do combustível importado em março.

Os preços para as exportações dos Estados Unidos avançaram 0,3% em março, depois de subirem 0,2% no mês anterior. Os preços de importação não registraram variação em março, depois dos aumentos de 0,3% em fevereiro e de 0,8% em janeiro. O índice não caiu mensalmente desde a queda de 0,2% em julho de 2017. Os preços de todas as importações dos Estados Unidos aumentaram 3,6% entre março de 2017 e março de 2018.

BRASIL

No Brasil, em 2017, os 10% da população com os maiores rendimentos detinham 43,3% da massa de rendimentos do país, enquanto a parcela dos 10% com os menores rendimentos detinham 0,7% desta massa. Os dados foram apresentados hoje pelo IBGE.

As pessoas que faziam parte do 1% da população brasileira com os maiores rendimentos recebiam, em média, R$ 27.213, em 2017. Esse valor é 36,1 vezes maior que o rendimento médio dos 50% da população com os menores rendimentos (R$ 754). Na região Nordeste essa razão foi de foi 44,9 vezes e na região sul, 25 vezes.

Em 2017, as pessoas que tinham algum rendimento (de todas as fontes) recebiam, em média, R$ 2.112,00 contra R$ 2.124,00 em 2016. Em termos regionais, o Centro-Oeste registrou o maior valor (R$ 2.479,00) e o Nordeste (R$ 1.429,00), o menor.

No Brasil, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita foi de R$ 1.271 em 2017 e de R$ 1.285 em 2016. As regiões Norte (R$ 810) e Nordeste (R$ 808) apresentaram os menores valores e a Região Sul, o maior (R$ 1.567).

Ainda em 2017, 13,7% dos domicílios brasileiros recebiam dinheiro referente ao Programa Bolsa Família, uma participação inferior à de 2016 (14,3%). As regiões Norte (25,8%) e Nordeste (28,4%) apresentaram os maiores percentuais. O rendimento médio mensal real domiciliar per capita nos domicílios que recebiam o Bolsa Família foi de R$ 324 e naqueles que não recebiam foi de R$ 1.489.

O índice de Gini dos rendimentos mede a desigualdade da sua distribuição, e seu valor varia de zero (igualdade) até um (desigualdade máxima). Em 2017, o índice de Gini do rendimento médio mensal real domiciliar per capita no Brasil foi 0,549.

Essas informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) – Rendimento de todas as fontes, de 2017.

Em 2017, o país tinha 207,1 milhões de habitantes. Desse total, 124,6 milhões (60,2%) possuíam algum tipo de rendimento. A região Sul (66,0%) teve o maior percentual de pessoas com algum rendimento, e a Norte (52,6%) e a Nordeste (56,5%), os menores.

As pessoas com rendimento de todos os trabalhos correspondiam a 41,9% da população residente (86,8 milhões) em 2017, enquanto 24,1% (50,0 milhões) tinham algum rendimento de outras fontes. Em 2016, esses percentuais eram: 42,4% dos residentes tinham rendimento de todos os trabalhos (87,1 milhões) e 24,0% possuíam rendimentos de outras fontes (49,3 milhões).

A região Sul, em 2017, apresentou o maior percentual de pessoas com rendimento efetivamente recebido de todos os trabalhos (46,8%) e o segundo maior percentual com rendimento proveniente de outras fontes (25,9%).

Por sua vez, o Nordeste tinha o menor percentual de pessoas com rendimento efetivamente recebido de todos os trabalhos (34,7%) e o maior percentual daquelas que recebiam de outras fontes (27,8%).

Rendimento de outras fontes predomina no Norte e no Nordeste

Entre os rendimentos de outras fontes, o mais frequente era a aposentadoria ou pensão (14,1%), seguido por outros rendimentos (7,5%), categoria que inclui seguro-desemprego, programas de transferência de renda, poupança, entre outros. Pensão alimentícia, doação ou mesada de não morador (2,4%) e aluguel e arrendamento (1,9%) estão na sequência.

O Nordeste tinha o maior percentual de pessoas com outros rendimentos (12,1%), e o Norte vinha a seguir (10,2%). No Norte, este percentual superou o de quaisquer outras fontes diferentes do trabalho.

Nas demais regiões, a categoria aposentadoria ou pensão foi a que registrou os maiores percentuais, com destaque para o Sul, que tinha 18,1% da população residente com esse tipo de rendimento, contra 17,3% em 2016.

No Brasil, os números do IBGE apresentados nesta manhã revelaram que, em fevereiro de 2018, o volume de vendas do comércio varejista nacional variou -0,2% frente a janeiro, na série com ajuste sazonal, depois de avançar 0,8% de dezembro para janeiro. Com isso, a média móvel trimestral ficou estável. Na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista cresceu 1,3% em relação a fevereiro de 2017. Foi a décima primeira taxa positiva seguida, embora a menos acentuada. Com isso, o varejo acumulou alta de 2,3% no ano. O acumulado nos últimos doze meses cresceu 2,8%, mantendo a recuperação em curso desde outubro de 2016.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, o volume de vendas variou 0,1% em relação a janeiro e contribuiu para que a média móvel trimestral também ficasse próxima à estabilidade (-0,1%) no trimestre encerrado em fevereiro. Frente a fevereiro de 2017, houve alta de 5,2%, décima taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 5,9% no ano. O acumulado nos últimos doze meses (5,4%) foi o maior desde julho de 2013 (5,8%).

Quatro das oito atividades pesquisadas apresentaram variação negativa

A variação negativa no volume de vendas do comércio varejista na passagem de janeiro para fevereiro de 2018, série ajustada sazonalmente, alcançou quatro das oito atividades investigadas. O recuo mais relevante foi em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,6%), setor de maior peso do varejo, seguido por Tecidos, vestuário e calçados (-1,7%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,8%), todos compensando os avanços de janeiro de 2,3%, 0,8% e 7,3%, respectivamente. Combustíveis e lubrificantes, com recuo de 1,4%, teve o quarto resultado negativo seguido.

Com resultado positivo frente a janeiro de 2018, encontram-se: Móveis e eletrodomésticos (1,5%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,8%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (2,7%) e Livros, jornais, revistas e papelarias (1,6%).

Em relação a fevereiro de 2017, o volume do comércio varejista subiu 1,3%, décimo primeiro resultado positivo seguido, alcançando cinco das oito atividades.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico teve aumento de 8,3% na comparação com fevereiro de 2017, acima da média global do varejo.

O volume de vendas de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos mostrou expansão de 4,3% em relação a fevereiro de 2017.

Móveis e eletrodomésticos (3,2%) teve a décima taxa positiva consecutiva frente a fevereiro de 2017.

Frente a fevereiro de 2017, Combustíveis e lubrificantes (-7,0%) exerceu a maior contribuição negativa no resultado total do varejo. É a oitava taxa negativa seguida e mais acentuada do que a do mês anterior (-4,1%), influenciada pela elevação dos preços de combustíveis acima da variação média de preços. Com isso, o acumulado no ano permanece negativo (-5,5%), enquanto o acumulado nos últimos doze meses tem taxa negativa (-3,0%), mas em trajetória ascendente desde fevereiro de 2017 (-8,9%).

Considerando o comércio varejista ampliado, a variação ficou próxima a estabilidade (-0,1%), com Veículos e motos, partes e peças mostrando avanço de 2,5%, enquanto Material de construção teve queda de 0,3% para o volume de vendas.

Resultados regionais: avanço em 12 estados em fevereiro

Na passagem de janeiro para fevereiro de 2018, na série com ajuste sazonal, as vendas no comércio varejista avançam em 12 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Tocantins (9,9%). Houve estabilidade no Mato Grosso (0,0%). Os maiores recuos ocorreram no Rio Grande do Norte (-3,2%) e Distrito Federal (-3,0%). Ainda na série ajustada, no comércio varejista ampliado, 15 das 27 Unidades da Federação mostraram aumento nas vendas, com as maiores taxas no Amapá (7,4%), Espírito Santo (7,2%) e Tocantins (7,0%), enquanto a menor variação foi no Rio Grande do Norte (-4,6%).

Frente a fevereiro de 2017, na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista avançou em 17 das 27 unidades da federação, com destaque para Tocantins (19,7%), Espírito Santo (16,9%) e Roraima (12,0%). Por outro lado, Goiás (-9,7%) e Distrito Federal (-3,0%) tiveram as quedas mais intensas. Quanto à participação na composição nesta taxa do varejo, destacaram-se: Rio Grande do Sul (10,0%), Santa Catarina (9,3%) e Espírito Santo (16,9%).

Considerando o comércio varejista ampliado, 23 das 27 Unidades da Federação apresentaram variações positivas no volume de vendas na comparação com o mesmo período do ano anterior, com destaque para Espírito Santo (34,9%), Tocantins (20,7%) e Roraima (16,8%). Na composição da taxa positiva do varejo ampliado, destacaram-se São Paulo (4,9%), Santa Catarina (12,9%) e Rio Grande do Sul (10,0%).


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