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Por Rina Chandran
MUMBAI, 12 Nov (Thomson Reuters Foundation) – O governo
indiano rejeitou críticas sobre seu ambicioso programa de
saneamento por parte um representante da Organização das Nações
Unidas (ONU), que disse que as comunidades de castas inferiores
tinham seus direitos violados ao serem incumbidas de limpar
sanitários construídos como parte de um programa nacional.
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, lançou o Swachh
Bharat Abhiyan, ou a Missão Índia Limpa, com muita animação
depois de assumir o cargo em 2014. O principal objetivo é
eliminar a prática de defecar em ambientes abertos até outubro
de 2019, construindo banheiros públicos e individuais.
Ativistas, no entanto, afirmam que a campanha não conseguiu
acabar com a prática de limpeza manual, ou limpeza de fezes à
mão, e ainda exacerbou o problema porque os sanitários não estão
conectados a fontes de água ou ao sistema de esgoto.
As observações são corroboradas pelo relator especial da ONU
sobre os direitos humanos.
A ênfase na construção de sanitários não deve "contribuir
para violar os direitos fundamentais de terceiros, tais como
aqueles que estão envolvidos em barreiras manuais ou minorias
étnicas e pessoas que vivem em áreas rurais remotas", disse Léo
Heller em comunicado na sexta-feira.
Em comunicado, o governo indiano informa que a campanha está
totalmente de acordo com os princípios dos direitos humanos
estabelecidos pela ONU.
((Tradução Redação São Paulo; 55 11 56447553))
REUTERS GM


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