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SÃO PAULO, 15 Set (Reuters) – O presidente do Banco Central,
Ilan Goldfajn, voltou a enfatizar o gradualismo no ritmo de
cortes da taxa básica de juros à frente, e destacou a aprovação
pelo Congresso da Taxa de Longo Prazo (TLP) e a necessidade de
ajustes e reformas como essenciais para o avanço da economia
brasileira.
"Caso o cenário básico evolua conforme esperado, e em razão
do estágio do ciclo de flexibilização, o Comitê (de Política
Monetária) vê, neste momento, como adequada uma redução moderada
na magnitude de flexibilização monetária. Além disso, nas mesmas
condições, o Comitê antevê encerramento gradual do ciclo", disse
Ilan ao participar de evento em São Paulo, na noite de
quinta-feira.
Ao reduzir a Selic em 1 ponto percentual em seu último
encontro, para 8,25 por cento ao ano, o BC indicou que vai
desacelerar o ritmo de reduções de forma gradual, reforçando
essa mensagem na ata da reunião.
Ao comentar sobre a aprovação pelo Congresso da TLP, nova
referência para os empréstimos do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o presidente do BC
afirmou que a nova taxa proporciona maior potência à política
monetária, reforça a queda da taxa de juros estrutural da
economia, incentiva o financiamento privado de longo prazo e o
desenvolvimento do mercado de capitais, e dá maior agilidade na
administração dos empréstimos pelo BNDES.
Diante do cenário econômico atual, Ilan reforçou que o
processo de flexibilização monetária tem levado a uma queda das
taxas de juros reais, que se encontram em valores próximos aos
mínimos históricos.
"O patamar atual de taxa de juros real, no intervalo de 2,9
por cento a 3,3 por cento, é baixo do ponto de vista histórico
brasileiro e tende a estimular a economia", disse.
Ilan reforçou, ainda, a necessidade de avanço nas reformas e
ajustes na economia brasileira tanto no âmbito da queda das
taxas de juros reais quanto para o equilíbrio econômico.
"Quero ressaltar que a continuidade dos ajustes e reformas
é importante para o equilíbrio da economia, com consequências
favoráveis para a desinflação, para a queda da taxa de juros
estrutural e para a recuperação sustentável da economia
brasileira", afirmou.

(Por Camila Moreira; Edição de Pedro Fonseca)
(([email protected]; 55 11 5644-7729; Reuters
Messaging: [email protected]))

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