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BRASÍLIA (Reuters) – O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reforçou nesta quarta-feira a importância das reformas na economia para manutenção do crescimento sustentável e baixa inflação, também repetindo a mensagem de que o Comitê de Política Monetária vê como adequada uma redução moderada na magnitude no corte de juros.

As frases foram divulgadas no site do BC como uma síntese das mensagens de Ilan no âmbito das reuniões do Encontro Nacional do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, nos Estados Unidos.

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Na véspera, o presidente do BC já havia feito as mesmas considerações em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, onde afirmou que o cenário básico para a inflação não mudou desde a última reunião do Copom e do Relatório de Inflação divulgado no fim de setembro, consolidando o caminho para um corte de 0,75 por cento da Selic no fim deste mês.

Esta já era a visão majoritária do mercado diante das sinalizações da autoridade monetária de que colocaria o pé no freio, após cortar a Selic em 1 ponto percentual em cada uma das quatro últimas reuniões do Copom. Ao todo, a taxa básica de juros foi reduzida em 6 pontos desde o início do ciclo de afrouxamento, em outubro do ano passado, ao patamar atual de 8,25 por cento ao ano.

Nos apontamentos desta quarta-feira, o presidente do BC voltou a dizer que o cenário internacional encontra-se benigno, mas que não é possível contar que isso dure para sempre. Por isso, apontou a necessidade a continuidade dos ajustes e reformas na economia.

Em outra frente, o presidente do BC apontou a retomada do crescimento da atividade no país, com o consumo sendo "instrumental" para tanto.

"O crescimento do consumo tende a ser resiliente pois baseia-se num aumento permanente de renda e na redução do endividamento das famílias ocorrido nos últimos dois anos", disse.

Nesta quarta-feira, o IBGE divulgou que as vendas no varejo brasileiro tiveram queda inesperada de 0,5 por cento em agosto e registraram o pior resultado para o mês em dois anos, mas em movimento pontual que não deve prejudicar a recuperação do setor.

(Por Marcela Ayres)
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