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BRASÍLIA, 11 Out (Reuters) – O presidente do Banco Central,
Ilan Goldfajn, reforçou nesta quarta-feira a importância das
reformas na economia para manutenção do crescimento sustentável
e baixa inflação, também repetindo a mensagem de que o Comitê de
Política Monetária vê como adequada uma redução moderada na
magnitude no corte de juros.
As frases foram divulgadas no site do BC como uma síntese
das mensagens de Ilan no âmbito das reuniões do Encontro
Nacional do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington,
nos Estados Unidos.
Na véspera, o presidente do BC já havia feito as mesmas
considerações em audiência pública na Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE) do Senado, onde afirmou que o cenário básico
para a inflação não mudou desde a última reunião do Copom e do
Relatório de Inflação divulgado no fim de setembro, consolidando
o caminho para um corte de 0,75 por cento da Selic no fim deste
mês.
Esta já era a visão majoritária do mercado diante das
sinalizações da autoridade monetária de que colocaria o pé no
freio, após cortar a Selic em 1 ponto percentual em cada uma das
quatro últimas reuniões do Copom. Ao todo, a taxa básica de
juros foi reduzida em 6 pontos desde o início do ciclo de
afrouxamento, em outubro do ano passado, ao patamar atual de
8,25 por cento ao ano.
Nos apontamentos desta quarta-feira, o presidente do BC
voltou a dizer que o cenário internacional encontra-se benigno,
mas que não é possível contar que isso dure para sempre. Por
isso, apontou a necessidade a continuidade dos ajustes e
reformas na economia.
Em outra frente, o presidente do BC apontou a retomada do
crescimento da atividade no país, com o consumo sendo
"instrumental" para tanto.
"O crescimento do consumo tende a ser resiliente pois
baseia-se num aumento permanente de renda e na redução do
endividamento das famílias ocorrido nos últimos dois anos",
disse.
Nesta quarta-feira, o IBGE divulgou que as vendas no varejo
brasileiro tiveram queda inesperada de 0,5 por cento em agosto e
registraram o pior resultado para o mês em dois anos, mas em
movimento pontual que não deve prejudicar a recuperação do
setor.

(Por Marcela Ayres; Edição de Maria Pia Palermo)
((marcela.a[email protected]; 5561-3426-7021; Reuters
Messaging: [email protected]))

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