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NOVA YORK, 13 Abr (Reuters) – O setor de saúde é um tema
significativo no mercado de capitais brasileiro, com duas
empresas do segmento buscando o equivalente a 1,6 bilhão de
dólares por meio de ofertas iniciais de ações (IPOs) nas
próximas semanas, segundo informações do IFR, servico de
notícias da Thomson Reuters.
A operadora de planos de saúde NotreDame Intermedica, com
foco em São Paulo e Rio de Janeiro, planeja uma oferta de 122,1
milhões de ações, incluindo 101,4 milhões de ações do acionista
majoritário Bain Capital, a uma faixa indicativa entre 14,50 e
17,50 reais.
Os bancos assessorando a oferta, liderados por Morgan
Stanley, JPMorgan, Itaú Unibanco e Credit Suisse planejam
precificar o IPO da NotreDame em 19 de abril.
A Hapvida, outra operadora de planos de saúde, com atuação
mais forte no Nordeste do país, vai colocar em sua oferta 122,5
milhões de ações, com a faixa indicativa entre 20,41 e 25,66
reais, embora a empresa esteja oferecendo cerca de três quartos
do total de ações a serem colocadas na oferta.
Bank of America Merrill Lynch, BTG Pactual e Goldman Sachs
planejam precificar a oferta da Hapvida em 23 de abril.
Embora as duas empresas estejam competindo pelo dinheiro do
investidor, o setor de saúde é uma grande oportunidade e nenhuma
das empresas tem participação de mercado significativa.
O setor de saúde no Brasil tem sido visto como um grande
segmento para crescimento conforme a classe média tenta migrar
do sistema público de saúde, continuamente pressionado por
problemas de gestão e corrupção, em busca de qualidade melhor.
"O sistema público tem baixa qualidade, então, se você quer
um certo nível de cuidado, você precisa ir para o setor
privado", disse um profissional de um banco. "Conforme a classe
média ganha força, você tem mais renda disponível indo para o
setor de saúde."
Investimentos no setor também têm aumentado nos anos
recentes, conforme o governo diminui as restrições para
participação estrangeira.
A empresa de private equity Carlyle adquiriu uma fatia na
rede de hospitais D'Or em 2015 e, antes disso, a United Health
Group pagou 4,9 bilhões de dólares pela seguradora e operadora
de hospitais Amil.
A Bain Capital, com sede em Boston, busca agora vender parte
de sua participação controladora na NotreDame, que comprou em
2014. A empresa de private equity espera capitalizar com as
receitas maiores que o esperado geradas pela NotreDame, que viu
brasileiros migrando para seguradoras mais baratas durante a
recente recessão.
No ano passado, a receita da NotreDame cresceu 28,1 por
cento, para 5,3 bilhões de reais, enquanto o lucro saltou 62,8
por cento no mesmo período, para 396,3 milhões de reais.
Já a Hapvida, que tem seu foco no Nordeste como diferencial,
teve crescimento de 26,7 por cento na receita no ano passado,
para 3,8 bilhões de reais, enquanto o lucro líquido saltou 42,5
por cento, para 650,6 milhões de reais.
Existem poucas empresas brasileiras semelhantes no mercado
acionário para serem usadas como referência. Entre elas,
Odontoprev e Qualicorp , assim como
Instituto Hermes Pardini e Fleury ,
especializados em laboratórios médicos.
"Existe alguma escassez de valor, uma vez que não há muitos
nomes brasileiros do setor de saúde (no mercado acionário),
então, elas estão atraindo muita atenção do investidor", disse o
profissional de banco.
(Por Paul Kilby)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 5644-7727))
REUTERS FB AAJ


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