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Por Laharee Chatterjee e Makiko Yamazaki
8 Mai (Reuters) – Os acionistas da Xerox Carl Icahn
e Darwin Deason, que se opõem a um acordo com a Fujifilm
, disseram que considerariam uma oferta em dinheiro de
pelo menos 40 dólares por ação da fabricante de copiadoras
norte-americana – um prêmio de 43 por cento sobre a oferta da
empresa japonesa.
Ao definir um preço mínimo para a Xerox, os investidores
bilionários jogaram a bola de volta para a Fujifilm e também
ganharam tempo para atrair outros investidores após a Xerox ter
fracassado na véspera em obter um rápido recurso para contra uma
decisão judicial temporária que está bloqueando o acordo.
Enquanto alguns analistas dizem que seria melhor a Fujifilm
colocar dinheiro em seus negócios que não são de copiadoras e
impressoras, outros argumentam que a empresa japonesa, que
depende de sua joint venture com a Xerox para quase metade de
sua receita, deve ceder às demandas dos acionistas ativistas.
"Não é barato, com certeza", disse Masahiko Ishino, analista
do Tokai Tokyo Research Center. "Mas para a Fujifilm, ainda é
melhor do que um completo colapso do negócio, o que poderia
atrapalhar a Xerox de forma importante. A Fujifilm não deveria
desperdiçar essa oportunidade."
Icahn e Deason, que juntos detêm cerca de 15 por cento da
Xerox, opõem-se a um negócio complexo de 6,1 bilhões de dólares
que daria à Fujifilm o controle da fabricante norte-americana de
copiadoras e impressora e a avalia a empresa em cerca de 28
dólares por ação.
A estrutura atual do acordo exige que a Fujifilm obtenha de
fato controle em troca de uma participação em sua joint venture,
uma transação que não envolveria desembolso da empresa japonesa.
Os investidores ativistas estão "confiantes de que outros
potenciais compradores estão esperando nos bastidores" e veem a
possibilidade de valor semelhante ou melhor em uma Xerox
independente, disseram eles em carta aberta a acionistas.
A Apollo Global se aproximou da Xerox para
manifestar interesse sobre uma possível aquisição, disseram à
Reuters pessoas a par do assunto.
A Xerox terá que esperar até setembro para que sua apelação
seja ouvida, de acordo com uma ação judicial na segunda-feira.
A Fujifilm disse em comunicado acreditar que vai ganhar seu
próprio recurso contra a decisão liminar que bloqueia o acordo,
acrescentando que as avaliações atuais do negócio foram justas.
Uma porta-voz da empresa disse que não está em negociações para
renegociar o acordo com a Xerox, mas se recusou a comentar mais.
A Fujifilm e a Xerox tornaram-se bastante dependentes uma da
outra através de sua joint venture Fuji Xerox, e muitos
analistas argumentam que as duas empresas estão inevitavelmente
interligadas.
O empreendimento, no qual a Fujifilm tem 75 por cento, está
focado na Ásia, região com maior potencial de crescimento. Mas
também lida com contratos que fornecem aos clientes globais
serviços da Xerox nos EUA e na Europa, e serviços da Fuji Xerox
na Ásia.
Além disso, a Xerox não monta mais suas próprias copiadoras
de escritório, e agora depende principalmente na Fuji Xerox, que
também precisa do poder da marca da Xerox para aumentar sua
presença na China e outras partes da Ásia.
A Xerox concordou em fechar um acordo com a Fujifilm no fim
de janeiro, mas buscou melhores condições a pedido de Icahn e
Deason, que conseguiram a ordem judicial no mês passado para
bloquear temporariamente o acordo.
((Tradução Redação São Paulo; + 55 11 5644-7712))
REUTERS AAP RBS


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