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O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE, apresentou variação de 0,38% em junho, ficando 0,08 ponto percentual acima da taxa do mês anterior (0,30%). Os últimos 12 meses ficaram em 3,86%, resultado abaixo dos 4,52% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2016 o índice foi 1,02%. Os números foram apresentados hoje.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em maio fechou em R$ 1.042,69, em junho subiu para R$ 1.046,68, sendo R$ 536,28 relativos aos materiais e R$ 510,40 à mão de obra. A parcela dos materiais se manteve estável, com apenas 0,01%, enquanto no mês anterior ocorreu alta de 0,34%. Por outro lado, a mão de obra subiu para 0,78%, bem mais do que a taxa de 0,26% de maio. Com isso, o primeiro semestre do ano fechou em apenas 0,96% no caso dos materiais, enquanto a mão de obra subiu 2,89%, taxas significativamente menores quando comparadas aos acumulados dos primeiros seis meses de 2016, que atingiram, respectivamente, 4,23% e 7,10%.

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Em relação aos últimos doze meses, os materiais ficaram em 1,47% e mão de obra em 6,50%.A maior variação mensal ocorreu na Região Centro-Oeste (0,82%). O estado com maior alta em março foi Acre, com 2,82%, decorrente do aumento na mão de obra (5,29%) e dos materiais (0,79%).

O gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, explica que a alta dos preços da construção civil costuma seguir os aumentos na mão de obra, decorrentes de acordos de trabalho nos estados, mas o caso do Acre tem como particularidade a alta de 0,79% nos materiais. “O aumento na parcela dos materiais costuma oscilar em torno de 0,30% ao mês, então podemos considerar esta alta significativa no estado”, explica Augusto.

A região Centro-Oeste registra maior variação mensal influenciada pela alta na parcela dos materiais nos seus estados e a variação captada na mão de obra no Distrito Federal, resultante de dissídio coletivo, a região Centro-Oeste apresentou a maior variação regional em junho, 0,82%.

Nas demais regiões os resultados foram: 0,36% (Norte), 0,01% (Nordeste), 0,45% (Sudeste) e 0,70% (Sul).Os custos regionais, por metro quadrado, foram para: R$ 1.054,96 (Norte); R$ 972,30 (Nordeste); R$ 1.093,07 (Sudeste); R$ 1.083,13 (Sul) e R$ 1.051,36 (Centro-Oeste). Acre registra a maior alta.

O Acre foi o estado com a mais elevada variação mensal (2,82%), decorrente dos aumentos tanto da parcela da mão de obra (5,29%), consequência de reajustes salariais por acordo coletivo, quanto dos materiais (0,79%). A seguir ficaram Santa Catarina, Rondônia e Distrito Federal, com 2,70%, 2,19% e 2,13%, respectivamente, ambos também sob impacto de reajuste definido na convenção coletiva.


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