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IBGE divulga prévia de IGP-M com deflação de 0,95% para Julho

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Mais um dia de alta na B3 (nova denominação da Bovespa). Dessa feita, contrariando boa parte dos mercados no exterior que mostraram realizações e, também, o mercado americano. Aparentemente, os mercados ajustaram para o parecer de Zveiter sugerindo o acatamento da denúncia da PGR contra o presidente Temer, além de nova reversão do petróleo no mercado internacional.

Para os agentes do mercado, nesse ponto, pouco importante quem será o mandatário brasileiro e sim se a equipe econômica será mantida e reformas levadas adiante. Com Temer adquirindo maior governabilidade ou outro abrindo espaço para reformas. Agentes também incorporaram expectativas sobre votação da reforma trabalhista, até aqui sem definição por conta da “tomada” da mesa do senado pela bancada feminina.

Paralelamente, o presidente Temer seguiu trabalhando normalmente com seus ministros em cerimônia de lançamento do Plano Safra e, durante a tarde, no Programa de Regularização Fundiária. O tom foi positivo afastando um pouco o foco da crise política. No Brasil, tivemos a divulgação da primeira prévia do IGP-M de julho em deflação de 0,95% (anterior em -0,51%), acumulando no ano deflação de 2,83% e em 12 meses com deflação de 1,89%. O IBGE projetou a safra 2017 crescendo 30,1% em relação a do ano passado, atingindo 240,3 milhões de toneladas de grão, com área colhida maior em 7% (produtividade alta).

Na sequência dos mercados, os DIs mostraram alta de juros para os vencimentos mais líquidos e o dólar fechou em queda de 0,21% e cotado a R$ 3,253. Na B3, sessão de 07 de julho, os investidores retiraram somente R$ 1,6 milhão, deixando o saldo do mês de julho com entrada de R$ 10,3 milhões e acumulando no ano ingressos de
R$ 49 bilhões.

No cenário externo, destaque para discursos de diversos dirigentes do FED. John Willians de São Francisco falou sobre diversos sinais de força da economia, mais uma alta de juros em 2017 e política fiscal insustentável. Harker falou sobre desaceleração da inflação podendo levar a pausa na alta dos juros. Kashikari indicou que a relação entre baixo desemprego e aumento de salário parece rompida e Brainard versou sobre a redução do tamanho do balanço do FED de forma gradual.

Ainda nos EUA, os estoques no atacado de maio cresceram 0,4%, quando o esperado era +0,3%. Na China, novos empréstimos de maio cresceram 1,3 trilhão de yuans. Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI voltou a inverter processo de queda e subiu 1,69%, com o barril cotado a US$ 45,15. O euro era transacionado em alta para US$ 1,147 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,36%, em queda. O ouro e a prata também reverteram para altas na Comex e commodities agrícolas com viés de alta na bolsa de Chicago.

No mercado acionário, dia de queda nas principais bolsas europeias, com Londres perdendo 0,55%, Paris com -0,48% e Frankfurt com -0,07%. Madri e Milão com quedas de respectivamente 0,57% e 0,37%. No mercado americano, o Dow Jones com alta de 0,02 e Nasdaq com +0,27%. Na Bovespa, dia de alta de 1,28% e índice em 63831 pontos, e destaque para Petrobras , Vale, bancos e siderúrgicas.

Na agenda de amanhã, teremos as vendas no varejo do mês de maio pelo IBGE com provável expansão ao redor de 0,60%. Sai o fluxo cambial na semana anterior e IPC da primeira quadrissemana de julho pela Fipe. Nos EUA, Yellen discursa no Congresso, dados do Livro Bege (síntese da economia) e relatório do setor agrícola pelo USDA.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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