Clicky

MetaTrader 728×90

Por Terray Sylvester
PAHOA, Havaí, 7 Mai (Reuters) – Equipes de emergência do
Havaí alertaram alguns moradores a "partirem já" depois que uma
nova fissura se abriu no solo e mais estruturas foram destruídas
pelo fluxo de lava do vulcão Kilauea.
O Kilauea já destruiu 26 casas e obrigou 1.700 pessoas a
deixarem suas residências desde que entrou em erupção na
quinta-feira, soltando lava e gases tóxicos por suas crateras na
maior ilha do Havaí.
Uma nova fissura se abriu na noite de domingo na área de
Leilani Estates, situada a cerca de 19,2 quilômetros do vulcão,
e moradores receberam por celular um alerta para que saíssem de
suas casas para evitar o dióxido de enxofre, gás que pode
ameaçar a vida.
Até agora não foram relatadas vítimas nem grande danos, de
acordo com a Agência de Defesa Civil do Condado do Havaí.
Os moradores que partiram de Leilani Estates tiveram
permissão de voltar para recolher animais de estimação e
remédios e verificar suas propriedades no domingo, mas alguns,
como Jeremy Wilson, encontraram suas casas cercadas por fissuras
no solo, algumas com centenas de metros de extensão.
"Minha casa está bem no meio", disse Wilson, que recuou com
seu carro quando viu vapor emanando das rochas na rua adiante.
A área arborizada e rural de Leilani Estates havia atraído
recém-chegados à ilha dispostos a arriscar morar perto do vulcão
ativo em troca de preços mais acessíveis nas propriedades.
As erupções de lava devem continuar, assim como os tremores
secundários de um terremoto de magnitude 6,9 registrado na
sexta-feira, o maior na área desde 1975, segundo o Observatório
de Vulcões do Havaí. Um fluxo de lava avançou 600 metros depois
de partir de uma das crateras.
Geólogos disseram que a atividade lembra um evento de 1955,
quando as erupções duraram 88 dias na área e cobriram cerca de 4
mil acres com lava.
Jessica Gauthier, de 47 anos, disse que ela e outros
corretores imobiliários locais tiveram cancelamentos de aluguéis
de propriedades de férias, embora a atividade vulcânica esteja
confinada a uma área relativamente isolada distante dos centros
turísticos.
"Não há como saber disso se você está sentado em sua sala de
estar assistindo ao noticiário nacional", disse. Mas ela previu
que os negócios se recuperarão, já que um novo tipo de visitante
começou a aparecer.
"Dentro de um mês começaremos a receber os turistas da
lava", explicou, falando das pessoas que vão ao Havaí conhecer
seus vulcões ativos.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


Assuntos desta notícia