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Por Lesley e Wroughton
WASHINGTON, 20 Jan (Reuters) – Os Estados Unidos erraram ao
apoiar a entrada da China na Organização Mundial de Comércio
(OMC) em 2001, com termos que não obrigaram a nação asiática a
abrir a sua economia, disse na sexta-feira o govermo Trump, que
promete elevar o tom contra o país asiático.
"Parece claro que os Estados Unidos erraram em apoiar a
entrada da China na OMC com termos que não foram efetivos em
assegurar que a China se tornasse um regime comercial aberto e
de mercado", disse o governo Trump no relatório anual do governo
ao Congresso sobre o cumprimento, por parte da China, dos
compromissos com a OMC.
"Agora está claro que as regras da OMC não foram suficientes
para impedir o comportamento distorcido de mercado da China",
trouxe o documento.
Embora o relatório há tempos critique a China por supostas
práticas injustas, a primeira edição sob a Presidência de Trump
subiu o tom contra Pequim.
O relatório foi divulgado em meio a tensões comerciais entre
as duas maiores economias do mundo, e o governo norte-americano
se prepara para combater um suposto roubo de propriedade
intelectual por parte dos chineses. A decisão da investigação da
chamada 'Seção 301' deve sair em algumas semanas.
O relatório também critica a Rússia, dizendo que Moscou não
tinha a intenção de cumprir suas obrigações para com a OMC, uma
tendência que o governo dos EUA chamou de 'muito preocupante'.
Uma autoridade da Casa Branca afirmou que, embora tenha
havido conversas com a China, o país asiático teria descumprido
promessas de abrir sua economia e jogar de acordo com as regras
internacionais.
"O presidente e seu principal assessor estão unidos no credo
de que isso é um problema que foi empurrado com a barriga por
muito tempo e que está na hora de agir", afirmou a fonte.
"No passado, as negociações se concentraram em uma abertura
discreta para produtos discretos, e o que estamos dizendo
sistematicamente é que não toleraremos uma política de ajudar
empresas estatais", afirmou a autoridade, que não quis se
identificar.
Trump disse à Reuters em entrevista nesta semana que avalia
a possibilidade de impor uma grande 'multa' à China por forçar
as empresas dos EUA a transferirem sua propriedade intelectual
para a China para fazer negócios no país.
Enquanto o governo ainda analisa se as importações de aço,
alumínio, máquinas de lavar e painéis solares são danosas às
empresas norte-americanas, o roubo de propriedade intelectual é
uma preocupação especial de Trump, por afetar uma grande parcela
das empresas norte-americanas, disse a fonte.
Trump não quis especificar o que seria essa multa contra a
China, mas a lei de comércio de 1974 que autorizou uma
investigação sobre o suposto roubo de propriedade intelectual o
autoriza a impor tarifas de retaliação contra bens chineses,
entre outras sanções, até que a nação asiática mude suas
práticas.
Em Pequim, muitos especialistas acreditam que os EUA não
estão dispostos a pagar o grande preço econômico para modificar
a dinâmica de comércio entre os países.
No relatório divulgado na sexta-feira, o enviado de Trump,
Robert Lighthizer, afirmou que a economia global está ameaçada
por grandes economias que minam o sistema comercial global.
"O sistema comercial global está sob ameaça de grandes
economias que não querem abrir seus mercados para o comércio e
participar de forma justa", disse Lighthizer. "Essa prática é
incompatível com o método pró-mercado expressamente previsto aos
membros da OMC e contrária aos princípios fundamentais da OMC."
O governo Trump já prometeu reformar a organização
comercial, que tem 164 membros, e bloqueou nomeações judiciais
da OMC em uma tentativa de impor tais reformas.
"O que queremos é ver os países agindo responsavelmente
dentro do sistema comercial internacional", disse a autoridade
da Casa Branca.
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7723))
REUTERS CV


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