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Por Lisandra Paraguassu
BRASÍLIA, 8 Jan (Reuters) – O governo federal não atendeu a
recomendação do Ministério Público Federal de trocar todos os
vice-presidentes da Caixa Econômica Federal CEF.UL , em uma
decisão tomada pelo presidente Michel Temer, disseram à Reuters
fontes com conhecimento do tema.
Em nota enviada ao MPF, a Casa Civil informa que não tem
competência para demitir ou nomear dirigentes do banco público,
uma atribuição da presidência do órgão. De acordo com
informações obtidas pela Reuters, a CEF deve responder também
nesta segunda negativamente ao pedido.
A Caixa tem 12 vice-presidentes, sendo que quatro, além do
presidente, Gilberto Occhi, estão sendo investigados pela
Polícia Federal e pelo Ministério Público. O pedido de
afastamento dos dirigentes foi feito em dezembro e assinado
pelas forças tarefa das operações Greenfield, Cui Bono e Sépsis
– as duas últimas derivadas da primeira. urn:newsml:reuters.com:*:nL1N1OG09E
As diretorias da Caixa estão divididas entre indicações
feitas pelo PMDB, PR, PRB e o PP, partido de Gilberto Occhi. O
Palácio do Planalto resiste a fazer mudanças que podem
desagradar os partidos da base em um momento em que ainda briga
para tentar convencer os parlamentares a aprovar a reforma da
Previdência.
Fonte do Ministério da Fazenda afirmou que a decisão sobre
os diretores cabe ao presidente da república e que esta não é
atribuição da pasta. "Quando o novo estatuto da Caixa estiver
valendo, caberá ao conselho (da Caixa) essas indicações. Até lá,
é o presidente da República."
Os vice-presidentes citados nas investigações são Deusdina
Pereira, de Fundos e Loterias, Roberto Derziê de Santana, de
Governo, Antonio Carlos Ferreira, Corporativo e José Henrique
Marques da Crus, de Clientes, Negócios e Transformação Digital.
Procurada, a Caixa afirmou em comunicado à imprensa que
"inexiste fato concreto que reforce a necessidade de
substituição dos atuais vice-presidentes" e que os atuais
vice-presidentes tiveram seus nomes aprovados pelo conselho de
administração do banco "que os encaminhou ao Ministério da
Fazenda que, por sua vez, fez a respectiva indicação ao
presidente da República".
Quando pediu a troca de todos os vice-presidentes do banco,
o MPF também pediu melhoria no processo de seleção de altos
executivos da instituição por meio de processo seletivo e que
reuniões de negócios entre os dirigentes do Caixa ocorram nas
dependências da instituição, entre outros pontos.
O banco afirmou nesta segunda-feira que respondeu ao MPF
comentando que tem um sistema de governança "adequado à Lei das
Estatais, fazendo com que a maior parte das recomendações (do
MPF) já estejam implementadas, em implementação ou em processo
de estudo pelas suas instâncias decisórias, antes mesmo de
qualquer manifestação do MPF".

(Com reportagem adicional de Marcela Ayers, em Brasília, Edição
Alberto Alerigi Jr.)
(([email protected]; +55.61.34267000;
Reuters Messaging:
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