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BRASÍLIA, 15 Mai (Reuters) – O governo diminuirá a previsão
de crescimento econômico para este ano a cerca de 2,5 por cento
no próximo relatório de receitas e despesas, que será publicado
até o dia 22, afirmou uma fonte da equipe econômica nesta
terça-feira.
Na última projeção oficial do governo, feita no fim de
março, a expectativa era de um avanço de 2,97 por cento do
Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.
Com a revisão, o número ficará bastante próximo do patamar
de 2,51 por cento estimado pelo mercado no boletim Focus mais
recente, feito pelo Banco Central junto a uma centena de
economistas, corroborando menos fôlego na retomada econômica
após indicares de atividade terem pintado um panorama irregular
do início do ano até agora.
A perspectiva de um PIB mais fraco tende a afetar a
arrecadação, mas o governo conta com alguns trunfos na manga
para compensar eventual impacto nas contas públicas, com
destaque para a realização de novos leilões de petróleo e ganhos
além do esperado em certames realizados anteriormente.
Segundo o ministério do Planejamento, a última reprogramação
orçamentária previu apenas 3,6 bilhões de reais neste ano com
leilões de áreas de petróleo e gás.
Mas o próprio secretário de Petróleo, Gás Natural e
Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Márcio
Félix, apontou que a expectativa de arrecadação é de 18 bilhões
de reais em 2018 — diferença de 14,4 bilhões de reais em
relação ao que estava sendo considerado até então no Orçamento.

Só com leilões de áreas de petróleo na 15ª Rodada de
Licitações, no fim de março, foram levantados 8 bilhões de
reais, superando em muito as expectativas das próprias
autoridades. Para a quarta rodada de licitação no pré-sal, a ser
realizada em junho, são previstos outros 3,2 bilhões de reais.

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E o governo já autorizou uma quinta rodada para este ano,
definindo em 6,8 bilhões de reais o bônus de assinatura a ser
pago pelas petroleiras à União caso todas as áreas sejam
arrematadas.

FUNRURAL
Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia
afirmou que não há amparo no Orçamento para renegociação de
dívidas no âmbito do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural
(Funrural) nos moldes aprovados pelo Congresso Nacional.

Segundo a mesma fonte da equipe econômica, que falou à
Reuters em condição de anonimato, esse impacto é calculado em 17
bilhões de reais. Mas não deverá sensibilizar o Orçamento no
relatório de receitas e despesas. Isso porque a despesa só será
considerada após o Congresso Nacional aprovar uma lei com a
devida dotação orçamentária.
Na prática, os parlamentares teriam que bancar a troca de
despesas com cancelamento de outros gastos já pactuados no
Orçamento. O time econômico avalia, no momento, que isso não
será feito.

(Por Marcela Ayres; Edição de Iuri Dantas)
(([email protected]; 5561-3426-7021; Reuters
Messaging: [email protected]))


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