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(Reuters) – O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima sua previsão para o crescimento econômico global em 2018 e 2019 dizendo que os cortes tributários nos Estados Unidos devem aumentar os investimentos na maior economia do mundo e ajudar seus principais parceiros comerciais.

Entretanto, em uma atualização de seu relatório "Perspectiva Econômica Global" divulgada nesta segunda-feira, o FMI alertou que o crescimento dos EUA deve começar a enfraquecer após 2022, à medida que acabarem os incentivos de gastos temporários desencadeados pelas reduções de impostos.

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Os cortes de impostos provavelmente ampliarão o déficit em conta corrente dos Estados Unidos, fortalecerão o dólar e afetarão fluxos de investimentos internacionais, disse o economista-chefe do FMI, Maurice Obstfeld.

O presidente dos EUA, Donald Trump, transformou em lei a enorme reforma tributária dos republicanos de 1,5 trilhão de dólares em dezembro, consolidando a maior vitória legislativa de seu primeiro ano na Casa Branca.

O FMI revisou sua previsão para o crescimento global para 3,9 por cento tanto para 2018 como para 2019, em uma mudança de 0,2 ponto percentual em relação a sua projeção de outubro.

O documento também disse que a atividade econômica na Europa e na Ásia foi surpreendentemente mais forte do que o esperado no último ano, e que agora estima-se que o crescimento global de 2017 chegou a 3,7 por cento, 0,1 ponto percentual a mais do que projetado em outubro.

"As mudanças na política tributária dos EUA devem estimular a atividade, com o impacto de curto prazo nos Estados Unidos impulsionado principalmente pela resposta de investimentos aos cortes nos impostos sobre a receita corporativa", disse o FMI na atualização, divulgada durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

O FMI disse que agora a expectativa é de que a economia dos EUA cresça 2,7 por cento em 2018, contra previsão de 2,3 por cento divulgada pelo Fundo em outubro. O crescimento norte-americano deve diminuir, chegando a 2,5 por cento em 2019, disse.

O FMI também revisou para cima suas previsões de crescimento para a zona do euro, especialmente para a Alemanha, Itália e Holanda, "refletindo o impulso mais forte na demanda interna e maior demanda externa".

O FMI manteve suas previsões de crescimento para mercados emergentes e países em desenvolvimento para este e o próximo ano. A economia da China ainda deve expandir 6,6 por cento este ano e desacelerar para 6,4 por cento em 2019.

Na América Latina, o crescimento será pressionado por um colapso econômico na Venezuela, apesar da melhora na atividade econômica do Brasil e no México, disse o FMI.
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