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A América Latina conta com uma posição fiscal “frágil” e “menor categoria de manobra”, especialmente no Brasil e na Argentina, para enfrentar o atual contexto de recessão econômica, advertiram nesta quinta-feira os economistas para a região do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM).

“Todas as economias da região estão em uma posição fiscal mais frágil do que deveriam”, afirmou Alejandro Werner, diretor para o Hemisfério Ocidental do FMI em um painel sobre as perspectivas econômicas na XX conferência anual do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), realizada em Washington.

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Para Werner, esta situação gera riscos notáveis depois que “a classe política latino-americana se acostumou a governar em tempos de abundância” na década passada.

Durante o recente período de preços altos, explicou Werner, os governos não se preocuparam tanto com a eficiência da despesa, por isso é “fundamental” revisar esses níveis de eficiência no novo ciclo e aplicar reformas estruturais.

Em julho, o FMI previu que a América Latina fechará em recessão 2016, pelo segundo ano consecutivo, com um crescimento negativo de 0,4%.

Na mesma linha se expressou o economista-chefe do Banco Mundial, Augusto de la Torre, que ressaltou que a “categoria de manobra é muito mais estreita” no âmbito fiscal, embora nem todos os países se encontrem na mesma posição.

De la Torre citou os casos da Argentina, que aposta por “um ajuste gradual”, e do Brasil, cujo crescimento “não será sólido sem um ajuste grande”, que se encontram em uma situação mais complicada; enquanto Chile, Peru e Colômbia têm uma margem maior.

“A pergunta é como inventamos o caminho para um crescimento voltado aos mercados internacionais em um momento onde estes não estão ajudando e as tendências globais estão contra a abertura”, acrescentou De la Torre.

Também estiveram presentes no painel Alicia Bárcena, secretária executiva da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), o ex-ministro das Finanças do Chile, Alejandro Foxley, e Enrique García, presidente da CAF.

Com Ag. EFE


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